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Voltam a crescer Depósitos sob reserva do BNA

Os depósitos sob reserva do Banco Nacional de Angola voltam a crescer, após 5 meses de descidas consecutivas. Estes depósitos em moeda nacional e estrangeira aumentaram cerca de 6% entre os meses de Dezembro e Janeiro, o que marcou uma inversão do quadro marcado por cinco meses de quedas, fixando-se agora nos 1.050 biliões de Kwanzas. 

De acordo com os dados preliminares do Banco Nacional de Angola, no que toca ao panorama monetário do país, as reservas em causa tinham marcado uma queda no final do ano para quase 5.700 milhões de euros, quedas essas que se haviam repetido desde Agosto de 2016.

Depósitos sob reserva do Banco Nacional de Angola crescem pela primeira vez em 5 meses

A causa desta subida é a obrigatoriedade que os 20 bancos comerciais a operar em Angola têm de constituírem reservas sob depósitos à ordem do Banco Nacional de Angola. Este último fixou taxas de 15% do total (moeda estrangeira) e 25% do total (moeda nacional).

Assim sendo, no final de Janeiro, contavam-se já depósitos obrigatórios em moeda estrangeira, os quais aumentaram para um montante de 193.500 milhões de Kwanzas, equivalente a 1.100 milhões de euros, e depósitos obrigatórios em moeda nacional, os quais aumentaram para 691.218 milhões de Kwanzas, equivalente a 3.942 milhões de euros.

Numa análise dos últimos 5 anos, 2012 foi o ano em que as reservas bancárias se mostraram mais baixas, atingindo um valor de apenas 671.325 milhões de Kwanzas, equivalente, à taxa actual de câmbio, a 3.8 mil milhões de euros.

Actualmente o país vive uma crise económica e financeira grave, e esta é decorrente de uma quebra da cotação do barril de crude no cenário internacional. Como Angola é um país tipicamente exportador deste produto, baseando a sua economia nele, encontra-se com sérias dificuldades para ultrapassar esta crise financeira.

Além disso, a quebra da cotação do barril de crude ainda se reflectiu na falta de divisas no país, dificultando ainda mais as importações, e ainda deixando as empresas em dificuldades para pagar a fornecedores estrangeiros, devido a uma restrição de moeda estrangeira no país.

A agravar a situação, no último trimestre de 2014, o Kwanza desvalorizou em mais de 40%, atingindo uma taxa de câmbio de USD=166Kz.

Desde Julho de 2015 que os bancos comerciais angolanos se encontram obrigados a construir reservas de moeda nacional no Banco Nacional de Angola, sendo equivalente a 25% dos depósitos dos clientes.

Quanto às reservas obrigatórias em moeda estrangeira manteve-se em 15%.

Actualmente, todos os bancos comerciais que operam no país estão obrigados a informar o banco central de forma regular sobre estas reservas, as quais envolvem quer depósitos, quer operações com títulos.




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