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Valor dos activos dos bancos comerciais aumentam 16%

O valor dos activos dos bancos comerciais a operar no país aumentou 16% durante 2016, para os 8.10 mil milhões de kwanzas, face a 2015. Os dados foram avaliados num estudo sobre o sector bancário nacional pela empresa Deloitte. 

Estudo indica que activos dos bancos comerciais estão em tendência crescente

O estudo levado a cabo pela empresa de consultadoria Deloitte intitula-se de “Banca em análise, nova era, novos caminhos”.

Nesse mesmo estudo indica-se o Banco de Poupança e Crédito como o líder dos bancos comerciais com maior valor em activos. Este apresentava um total de 1.69 mil milhões de kwanzas.

O valor dos activos do BPC, BAI, BFA, BIC e Millenium Atlântico cresceram 23% face ao ano anterior. Em 2016 representavam aproximadamente 73% dos activos totais do sector bancário.

O estudo teve como alvo os 25 bancos comerciais a operar em Angola durante 2016.

No estudo da Deloitte também se apontou para um crescimento dos resultados líquidos para 174 mil milhões de kwanzas. Este valor representa um crescimento de 55% face ao ano anterior.

 Depósitos em moeda nacional com tendência de crescimento

O estudo aponta também para o grande peso dos depósitos em moeda nacional, os quais se mantêm com tendência crescente. Estes depósitos passam a representar 67% dos depósitos.

O valor total dos depósitos de clientes atingiu os 7.04 mil milhões de kwanzas em 2016, com um crescimento de 16% face ao ano anterior.

Aumento do crédito em 12%

Verificou-se também um aumento do crédito líquido a clientes, quando comparado a 2015. Ascendeu aos 3.06 mil milhões de kwanzas, o que equivale a um aumento de 12%.

Aia-Eza da Silva, secretária de Estado do Orçamento, referiu que os activos dos bancos comerciais em 2016 representaram aproximadamente 63% do produto interno bruto (PIB).

Para a secretária de estado a actividade bancária é a dimensão mais relevante de todo o sistema financeiro nacional. Trata-se de um negócio que envolve diversas partes, e os riscos que correm afectam empresas e famílias.

Ela ainda diz que a regulação e supervisão do sector são decisivos para identificar os riscos das instituições financeiras. Falou também sobre o conflito de interesses dos gestores, que agem em benefício próprio, e em beneficio dos accionistas, e não para beneficio do sector.

O Estado tem agora um programa que define bem as medidas de politicas fiscais, cambial e monetária, de forma a garantir a robustez do sistema bancário angolano.

É necessário que a elaboração da estratégia do sector esteja aliada com práticas adoptadas internacionalmente.

Para a secretária de estado é fundamental que se incentive a uma política de poupança.

Ela ainda fez um apelo aos bancos para fomentarem essa cultura de poupança, pois este é um aspecto crucial do programa nacional da literatura financeira.




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