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O BFA no centro de tudo

Fonte: O PAIS

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A separação, do BFA do BPI, que controla a maioria do seu capital, em resposta às exigências do Banco Central Europeu (BCE), tem estado no centro das negociações entre os principais accionistas do banco de direito português. Em 2014, o Banco Central Europeu (BCE) alterou os critérios de supervisão e impôs que o BPI, que detém 50,1% do BFA, reduzisse a exposição ao banco angolano. Foi fixado o dia 10 de Abril como data limite para que tal acontecesse. A Santoro Finance, controlada pela empresária Isabel dos Santos e que detém 18,58% do BPI, desde então afirmou que uma decisão relativa ao BFA deveria ser encontrada ao nível do BFA.

No último dia de 2015, a Unitel, parceira do BPI no BFA, propôs ao banco de direito português a compra por € 140 milhões de 10% do seu capital, proposta que não teve resposta. O CaixaBank em conjunto pelo BPI propuseram que a venda de 50,1% do BFA se fizesse por € 800 milhões. Não apareceram entretanto interessados a dar por 50,1% do BFA o que o CaixaBank/BPI pedia. É então que, perante a falta de interessados a Santoro propõe que o BFA seja cotado numa bolsa internacional. Em 2015, o CaixaBank lança uma Operação Pública de Aquisição (OPA) sobre o BPI, que é recusada pela Santoro e reprovada pelo Banco Nacional de Angola (BNA).

Face à aproximação do final do prazo dado pelo BCE, os dois principais accionistas encetam negociações e, mesmo em cima da data limite, o BPI comunica ao mercado que um acordo terá sido ‘concluído com sucesso’. Uns dias depois a Santoro esclarece que o acordo ainda não se encontra concluído e, horas depois, vem o BPI anunciar que o acordo falhou. As autoridades portuguesas decidem então aprovar nova legislação destinada a pôr fim às restrições de voto nos bancos, o que abrange o BPI e sete outros bancos. De acordo com os estatutos do BPI, independentemente da posição detida por cada accionista, os direitos de voto têm como tecto 20%.

Por seu turno, o CaixaBank, no rasto da nova legislação portuguesa (que demorará, no entanto, a entrar em vigor), lança nova OPA sobre o BPI, oferecendo, contudo, menos que na anterior. Se na primeira tentativa de adquirir a maioria do capital do banco ofereceu € 1,329 por cada acção, o que valorizava o banco português em perto de € 1,9 mil milhões, agora oferece apenas € 1,113, o que avalia o BPI em € 1,6 mil milhões. Entretanto, a entidade reguladora do mercado de capitais português levantou a suspensão à transacção das acções do BPI, que encerraram a primeira sessão após o final do acordo entre os principais accionistas a valerem e 1,1, um preço é inferior aos € 1,113 de contrapartida oferecida pelo CaixaBank na nova Opa que lançou sobre o banco.

O BNA pode reprovar pretensão espanhola de controlar BPI BNA vende menos dólares A operação lançada pelo CaixaBank para conseguir o controlo maioritário do BPI depende da autorização do Banco Nacional de Angola (BNA) que, o ano passado, reprovou uma tentativa idêntica lançada pelo banco espanhol. Com efeito, a Oferta Pública de Aquisição (OPA) lançada pela instituição espanhola sobre o BPI, que detém 50,1% do capital do BFA, carece da autorização dos supervisores financeiros dos países onde o banco de direito português se encontra presente: além de Angola (BNA), também do Banco de Portugal, Banco Central Europeu, Banco de Moçambique e Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões. E ainda da Comissão Europeia.




One thought on “O BFA no centro de tudo

  1. Jojo

    Pedimos ao governo de Angola para ver alguns a situação actual da politica financeira de pagamento dos trabalhadore nos bancos nacionais é realmente catastrófica.
    A taxa de banco é outra coisa e o que que vivemos no terreno é também outra coisa. Onde estamos agora? é bom o retorno das notas estrangeiras pode mudar pelo menos essa situação já critica que o actual crise.

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