O BIC reinvindica, através do seu presidente, Fernando Teles, que os maiores bancos recebam mais divisas do BNA

O presidente do Conselho de Administração do banco BIC defendeu esta semana que a venda de divisas aos bancos comerciais à luz do processo de “fixing” do Banco Nacional de Angola (BNA) deve ser efectuada com base na dimensão das respectivas instituições bancárias.

À imprensa, Fernando Teles afirmou que, além da dimensão, a venda de divisas deve ter como pressuposto a contribuição dos bancos à economia.

“A venda de divisas seria com base na dimensão dos bancos, ou seja, os bancos com mais balcões, com mais crédito à economia e com mais depósitos teriam de ser beneficiados na aquisição de divisas. Mas não é isso o que está acontecer. Está-se a vender divisas a bancos que só têm uma agência em Luanda”, frisou. O PCA do maior banco privado de Angola, que tem na sua gestão aproximadamente 2.200 trabalhadores e 225 balcões, defende maior racionalidade no processo de venda das divisas.

“Para não acontecer que bancos com 30 ou 50 trabalhadores comprem mais divisas em detrimento dos bancos com maior número de empregados”. O gestor do BIC reafirmou o compromisso daquela instituição bancária com a economia nacional.

De recordar que, relativamente ao crédito ao Estado, o banco passou de Kz 366.428 milhões, em 2014, para Kz 419.733 milhões no ano passado. “Continuamos a apoiar sectores primários da economia, como a agricultura e a pecuária”, garantiu.

Em 2015, o banco BIC registou um crescimento do seu volume de negócios de 13%, equivalente a Kz 1.582.067 milhões. No total, os activos do banco registaram um crescimento de cerca de 17%, tendo passado de Kz 835,9 mil milhões para Kz 977.609 milhões.