O Portal Bancos de Angola

É um espaço informativo de divulgação e educação voltado ao sector bancário angolano, suas ofertas, promoções, entrevistas, matérias, cotações, etc. Não devendo ser interpretado como substituto das entidades reguladoras do sector financeiro.

Saída do BFA afectou lucros do BPI (Portugal)

A saída do BFA afectou lucros do BPI, afirma a agência de notação financeira Moody’s, que acredita que a venda de 2% do Banco Fomento de Angola, por parte do BPI, representa apenas o início do desinvestimento do banco português em Angola. 

A agência internacional alertou ainda que a perda de BFA irá afectar de forma negativa a rentabilidade, devido à enorme relevância dos ganhos desta subsidiária, que agora está consolidada em 48,1 por cento nos lucros do grupo.

Assim, o desinvestimento total no BFA foi apenas um caminho recomendado pelo Banco Central Europeu ao grupo Caixabank, sendo que a oferta pública de aquisição lançada sobre o BFA já está a decorrer.

A Agência Moody’s ainda acredita que a perda de controlo do BFA irá aumentar a probabilidade de reduzir a participação no Banco de Angola, podendo ser positivo em termos de solvabilidade, mas no entanto, afectando de forma negativa os indicadores de rentabilidade do Banco.

De acordo com a agência de rating, a venda dos 2% do BFA, e a perda de controlo do banco angolano, irá deixar o BPI exposto ainda aos riscos associados à economia angolana, tendo em conta que ainda controla uma percentagem elevada da subsidiária, contando com 48.1%.

Moody’s alerta para futuro do BFA

A posição da agência de rating é clara acerca do futuro do BFA, que foi divulgada ao mesmo tempo em que eles confirmam o raiting atual do BPI em Ba3, depois da decisão do Banco de vender os seus dois por cento do BFA.

Assume ainda que a venda apenas remedeia a violação dos limites de grande exposição que o BPI tinha, de forma a evitar sanções do Banco central Europeu.

Para além da venda de 2% do BFA, o rating do BPI aparece ainda no seguimento da Oferta Pública de Aquisição que o CaixaBank está a levar a cabo sobre o banco de Portugal, o qual reflecte os benefícios da integração que se apresenta mais próxima entre ambas as instituições.

Analisando os resultados que o BPI teve até Setembro do ano passado, podemos afirmar que o BFA é responsável por cerca de 18% do total de activos que o grupo BPI detinha, sendo que alimentou em torno de 68% dos lucros do mesmo Banco, que se ficaram pelos 182.9 milhões de euros.

De acordo com notícias saídas na imprensa portuguesa, é muito provável que vá haver uma redução gradual da participação do BFA, caso a CaixaBank tome controlo sobre o BPI.

Apesar da recomendação do BCE para a desvinculação total do BFA, o BPI ainda não apresentou quaisquer informações acerca do assunto, e a CaixaBank também não se pronunciou a respeito, caso tome controlo do banco espanhol.

A venda dos 2% do BFA permitiram que o BPI resolvesse a situação de incumprimento do limite dos grandes riscos de forma satisfatória, e era essa situação que estava a ameaçar sujeitar o BPI a graves sanções económicas por parte do BCE.




Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Website Protected by Spam Master


error: Conteúdo Protegido !!