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Preço do dólar no mercado negro de Luanda estabilizou nos 355 kwanzas

O preço do dólar no mercado de rua mantém-se estabilizado durante a última semana, estando actualmente a rondar os 355 Kwanzas. A cotação informal entra em contraste com a subida apresentada na semana anterior, sendo que no final de Março o mercado informal de Luanda apresentou também uma valorização. 

Durante a segunda quinzena de Março, o dólar chegou a ser vendido no mercado informal a 340 kwanzas, apresentando assim os valores mínimos do ano, mas mesmo assim apresentando um valor superior à taxa de câmbio oficial (mais do dobro), a qual é definida pelo Banco Nacional de Angola, e a qual se encontra inalterada há um ano.

Dólar vendido entre 355 e 365 Kwanzas no mercado informal

Actualmente, encontra-se em Luanda quem venda o dólar a 355 kwanzas, e 365 kwanzas, valores que se encontram practicamente inalterados quando comparados com a semana anterior.

Durante os primeiros dias do ano atingiu-se um pico de 500 kwanzas por cada dólar vendido no mercado de rua, e embora as descidas tenham sido grandes, as limitações ao acesso a divisas nos bancos mantém-se.

Isto leva a que as vendas paralelas sejam a única solução para se obterem dólares e euros em Angola, quer para nacionais, quer para estrangeiros.

Hoje a taxa de câmbio oficial ronda os 166 kwanzas o dólar, valor que ainda é superior àquele practicado antes da crise económica, de 100 kwanzas o dólar.

O facto de o dólar estar a ser vendido nas ruas de Luanda a um preço inferior deve-se à falta de kwanzas que sejam suficientes para que se façam as trocas, o que valorizou a moeda nacional.

No mês de Fevereiro, circulava em Angola notas e moedas num valor total 435.659 milhões de kwanzas (equivalente a 2.420 milhões de euros), o que representou uma nova quebra mensal (quase 3%), somados aos 10% que foram retirados em Janeiro para valorização da moeda nacional.

Este mês a actividade das vendedoras de rua de divisas foi condenada pelo governador do Banco Nacional de Angola, o qual afirmou que não poderemos ter nas ruas quem defina o preço de referência das divisas.

Afirmou ainda que é insustentável ter tanto valor no mercado informal, e que isto traz um forte impacto para o sistema financeiro nacional.

Por causa da falta de moeda estrangeira no país, os empresários que se vêem obrigados a importar matéria-prima precisam de dirigir uma carta ao Ministério da Indústria, para que consigam divisas nos bancos.




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