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Operação de BFA está a correr muito bem e continua a produzir lucros significativos

Pablo Forero, presidente executivo do Banco BPI, informou que a operação do BFA (Bando de Fomento Angola) está a correr bem, de acordo com o esperado, e continua a dar lucros significativos para o BPI, que tem em sua posse 48% do BFA. De acordo ainda com o presidente executivo do BPI, o Banco Central Europeu recomendou-lhes que reduzam ainda um pouco mais a sua posição em Angola, assim que seja possível, embora essa não seja a grande prioridade.

Pablo Forero ainda admitiu que uma redução da posição do banco português no BFA a longo prazo não está fora de questão, e como tal, é uma possibilidade. No entanto, ainda não é algo que estejam a preparar.

BFA dá lucro para o BPI

Quando o presidente executivo foi questionado acerca do contributo do BFA para os resultados do BPI, este afirmou que, apesar do prejuízo de 102 milhões de euros em itens extraordinários, este ascendeu a 94 milhões de euros de lucro recorrente, um valor superior ao mesmo período do ano passado em 20 milhões de euros.

Forero ainda informou que os dividendos de 2014 e 2015 do BFA já foram pagos em Janeiro.

Note que a Unitel, empresa detida pela Isabel dos Santos, comprou parcialmente o BFA em Janeiro, e foi exactamente por isso que o BPI cumpriu com a exigência feita pelo Banco Central Europeu, obrigando a uma redução da sua exposição a Angola, por considerarem que a supervisão não é equivalente à europeia.

Em Moçambique, o BPI detém o BCI, em conjunto com a Caixa Geral de Depósitos (CGD). Forero garantiu que está é uma proposta de longo prazo, afirmando que este não teve qualquer contributo para os resultados do primeiro semestre apresentados pelo BPI.

Os prejuízos apresentados pelo BPI explicam-se pelo impacto forte da mudança de tratamento contabilístico, decorrente da participação de 48% no Banco de Fomento de Angola. A venda parcial teve um peso de 212 milhões de euros (depois de imposto e custos com programa de rescisões por acordo mútuo, assim como com reformas antecipadas).

Fonte: Diário de Notícias




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