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O entrave da concessão de créditos do banco BIC

O principal entrave para a concessão de créditos a pequenas e médias empresas é a inviabilidade de alguns projetos de investimentos. Por não apresentarem garantias e um projeto viável, os empresários acabam não recebendo créditos bancários e sendo vítimas do adiamento da concessão. Muitos que desejam investir em algo não aceitam essa medida, e cupam os bancos por isso.

Fernando Teles, atual presidente do Conselho de Administração do Banco Bic, intervinha no Fórum Económico dos Países Africanos de Língua Portuguesa (Palop), a fim de debater sobre o tema “Instrumentos Financeiros  de Apoio ao Empresário Africano: Oportunidades e Constrangimentos”. Ele justifica que a aplicação de recursos em um projeto deve ser avaliada detalhadamente para evitar constrangimentos no futuro, como a falta de pagamento ou atraso das parcelas, gerando juros ainda mais elevados. Ele deve ser coerente, sendo viável tanto para o empresário como para o banco.

A Angola crescerá bastante nos próximos anos, segundo analistas de mercado e gestores. Por isso, a formação de jovens empresários é imprescindível, principalmente para o banco BIC. Este possui uma ótima margem para conceder créditos bancários, porém, devem haver bons projetos e empresários. Obviamente não se faz um ótimo projeto em poucas horas, mas sim em meses, avaliando cada ponto cuidadosamente e os possíveis riscos. E é exatamente esse tipo de projeto que os bancos apoiam.

Muitos empresários dizem que as taxas de juros na Angola são muito alevadas, e impedem o investimento. Os bancos afirmam que isso acontece porque essas taxas refletem na realidade inflacionária do país. Por isso, elas são proibitivas para a classe empresarial nacional, gerando riscos para o banco. O atual nível da taxa de juros é refletido na atual taxa de inflação, que é algo em torno de oito e nove por cento. Esse problema não somente atinge os empresários, mas também as pessoas que querem comprar um imóvel.

Já outros empresários citam que os bancos têm uma parcela de culpa nos impasses inerentes aos financiamentos bancários. Devemos entender que bancos não fazem milagres, e não dão créditos para investimentos de riscos. Atualmente, os bancos angolanos possuem capacidade financeira suficiente para conceder créditos aos investidores. Porém, o desempenho de cada empresário reflete na aprovação do projeto e na liberação do crédito necessário.

A Angola ainda depende de muitas importações para a economia do país. Embora haja uma inflação estrutural no país, há condições de ela baixar, diminuindo assim as taxas de juros. Desse modo, incentivos para investimentos serão liberados. Recentemente, o Fórum Econômico dos Países Africanos de Língua Portuguesa realizou uma celebração do 10º aniversário da Conferência Empresarial da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP). Esse encontro preencheu as expectativas criadas pela organização, garantindo que a edição de 2015 desse fórum econômico comtemple a realização de uma feira de negócios.

O futuro do empreendedorismo na África depende da perspicácia dos jovens. Cabe a este grupo da sociedade dar continuidade ao trabalho desenvolvido pelas gerações anteriores. As taxas de juros cairão à medida que as condições macroeconômias permitam. E isso tornará o crédito mais barato e acessível para todos que desejem investir. Por isso, o mais aconselhado é que os empresários desenvolvam projetos viáveis ou esperem as taxas baixarem ao longo dos anos.




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