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Novo Investimento Russo em Angola no valor de 11 mil milhões de Euros

São boas notícias para Angola. Os investimentos internacionais voltam à carga, e desta vez foi feito por dois grupos russos, a Fortland Consulting Company e a Rail Standard Service. Estes dois grupos vão investir na construção de uma refinaria no valor de 11 mil milhões de euros, no Namibe, assim como numa nova ligação ferroviária entre Moçâmedes e Benguela. 

Os investidores russos têm objectivo de construir uma refinaria no Namibe, sendo este uma projecto enorme, onde está prevista também a construção de uma linha férrea, a qual irá unir as linhas de Benguela e Moçâmedes. No total, o investimento destes dois grupos irá ultrapassar os 11 mil milhões de euros.

Refinaria Petroquímica no Namibe irá refinar 400 mil barris de petróleo por dia

De acordo com o despacho que foi assinado por José Eduardo dos santos que viabiliza o contrato de investimento privado, este projecto que envolve a Rail standard Service e a Fortland Consulting Company terá um alcance enorme.

Estes investidores russos prevêem que em 11 anos, geralmente a altura em que se dá o pico da produção, a refinaria do Namibe esteja a refinar 400 mil barris de petróleo por dia, o que equivale a um quarto da produção de crude em Angola por dia.

Este projecto criará mais de 2000 postos de trabalho para angolanos, e mais 900 postos de trabalho para expatriados.

Neste projecto ainda está envolvida a execução de várias infra-estruturas de apoio que estão integradas a ele, como o caso da construção de uma área habitacional, e administração da mesma, a qual se destina ao alojamento dos trabalhadores da refinaria petroquímica.

Inclui ainda uma central eléctrica, um cais de acostagem, e uma linha férrea, ligando os caminhos-de-ferro de Moçâmedes, em Namibe, e os caminhos-de-ferro de Benguela.

Todo o projecto vai ser executado pela sociedade veículo do investimento, NAMREF, que será construída pelos grupos de investimento russos e por parceiros locais. A Rail Standard Service entrará com 75% do investimento, e a Fortland Consulting Company com 25% do investimento.

Durante uma primeira fase será construída uma unidade de dessalgação eléctrica de petróleo, assim como uma unidade de conversão normal, a qual tem capacidade para 10 milhões de toneladas anuais (prazo de 42 meses). Com o avançar das outras fases do projecto, quer a capacidade, quer o tipo de produtos que irão refinar, irão aumentar.

O Estado comprometeu-se a fornecer o terreno de 1000 hectares, licenças, assim como a garantia de compra de um valor entre 28 mil e 364,00 barris por dia, numa primeira fase de três anos e meio e numa segunda fase de 11 anos, respectivamente.

Os grupos de investidores russos estão também isentos do pagamentos de diversos impostos durante um período de 8 anos, e eles também têm o repatriamento dos dividendos garantida.

Numa altura em que a nova refinaria de Benguela teve a sua construção suspensa, a mando da estatal Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol), e numa altura em que o governo se encontra a reavaliar o projecto da refinaria do Soyo, este investimento russo é uma lufada de ar fresco para o país, tendo em conta que todos os meses importamos 160 milhões de euros de combustíveis refinados.

Esta foi uma informação dada pela própria Sonangol, a qual reconheceu que a produção de combustível refinado na altura era limitada, rondando apenas os 20% do consumo nacional total.

Esta situação encontrava-se agravada pelo facto de os custos serem em dólares americanos, mas as vendas em kwanzas, o que num cenário de crise grave económica, financeira e cambial é ainda mais prejudicial.

Embora o nosso país seja o maior produtor de combustíveis refinados do continente, esta produção está concentrada na refinaria de Luanda, onde os custos de produção conseguem ser superiores à importação da gasolina e do gasóleo.




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