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Novo Banco resultante da fusão entre Millennium e Atlântico vai para bolsa

 

banco

fonte: Economico.sapo

O acesso ao mercado de capitais acontecerá no prazo de três anos. Se a praça angolana avançar até lá, acolherá os títulos do quinto maior banco angolano em activos.

O banco que vai resultar da fusão entre o Banco Millennium Angola (BMA) e o Banco Privado Atlântico (BPA), operação hoje anunciada, vai ser cotado numa bolsa africana no espaço de três anos, segundo fonte do sector financeiro.

“O objectivo é cotar o banco numa bolsa africana até 2019”, avançou à agência Lusa a referida fonte, que pediu para não ser identificada, especificando que, caso a praça accionista de Luanda entre em funcionamento entretanto, vai ser lá que vai ser admitida a nova instituição financeira.

O BMA e o BPA vão avançar com uma fusão no mercado angolano, com o Banco Comercial Português (BCP) – que detém 51% do BMA – a ficar com uma participação de 20% no novo banco, anunciou hoje a instituição portuguesa.

O projecto de fusão está a ser preparado desde maio, tendo sido aprovado pelos principais accionistas do BCP e do BPA, e a expectativa das partes é que esteja concluído no primeiro trimestre de 2016, após as necessárias autorizações dos reguladores e a aprovação nas reuniões magnas dos dois bancos angolanos.

O banco liderado por Nuno Amado realçou em comunicado que esta fusão reforça a sua capacidade de expansão em Angola, permitindo “obter condições para crescer em contexto adverso” e, simultaneamente, adaptar-se às implicações decorrentes da alteração da equivalência de supervisão decidida no final do ano passado pela Comissão Europeia relativamente aquele país africano.

O memorando de entendimento com o maior accionista do BPA, a Global Pactum – Gestão de Activos, foi hoje assinado e, caso se concretize a fusão, vai criar a segunda maior instituição privada em crédito à economia angolana, com uma quota de mercado aproximada de 10% em volume de negócios.

As sinergias de custos resultantes desta fusão estão estimadas em 20 milhões de euros por ano.

Já o impacto positivo da operação no rácio de capital ‘common equity tier 1’ (CET1) do BCP ascende a 37 pontos base, isto, em base ‘phased in’ (em transição para a total implementação das novas regras europeias de capital).

O BCP lançou o BMA em 2006 e, no final de 2007, abriu o seu capital à petrolífera angolana Sonangol e ao BPA, que controlam 49% da entidade.




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