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Mercado indica vaga de fusões

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Fonte: Jornal de Angola

 

Analistas da “Economist Intelligence Unit” (EIU) admitiram  que a fusão entre o Banco Privado Atlântico (BPA) e o Millennium Angola deve dar início a uma vaga de fusões na banca comercial angolana, com o objectivo de  ultrapassar as adversidades sobre uma menor rentabilidade do negócio.

 

A fusão BPA/Millennium, que cria o quinto maior banco angolano em activos, foi anunciada no mês de Outubro como forma de assegurar condições de crescimento num contexto adverso e responder às alterações da supervisão europeia, que veio penalizar os bancos portugueses expostos a Angola, um movimento que deve ter sequência.
No seu mais recente relatório, a “Economist Intelligence Unit”  sublinha ter sido esta a primeira vez que dois bancos angolanos se fundem e recordou que o Banco Privado Atlântico tem estado a negociar uma operação semelhante com a filial do banco russo VTB.
“Com a rentabilidade a recuar e outros desafios associados que os bancos angolanos enfrentam, é provável uma consolidação do sector através de fusões”, afirmam os analistas internacionais.
O relatório “Banca em Análise 2015”, publicado em Outubro pela consultora Deloitte, revela um aumento dos activos dos bancos angolanos, mas uma descida dos lucros em 50 por cento, penalizados pelo ambiente económico adverso que o país enfrenta desde que o preço do petróleo começou a diminuir.
Apesar das adversidades na banca, que incluem um aumento do crédito malparado, os bancos angolanos continuaram a expandir-se interna e regionalmente. Dois novos bancos iniciaram actividades no país e houve aumentos expressivos na utilização de pagamentos electrónicos e na emissão de cartões de débito e de crédito.
Os analistas há muito  alertam para a iminência de operações de consolidação na banca angolana e perspectiva-se que o próximo protagonista seja o BFA (Banco Fomento Angola), que deve fundir-se com o banco BIC, uma acção que pode resultar na criação do maior banco comercial de Angola, com dimensão regional.
O banco BIC começou recentemente a operar na Namíbia e abriu também um escritório na África do Sul. A aplicação das regras europeias à exposição que tem no Banco de Fomento Angola levou o grupo BPI a anunciar, em Dezembro passado, uma descida do seu rácio de capital, o que tem hoje impacto em toda a sua actividade financeira.
Um relatório recente divulgado pela consultora Eaglestone apontava como “insustentável” a existência de 29 bancos a operar no mercado angolano, prevendo “vários movimentos de consolidação a curto e médio prazos”.




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