O Portal Bancos de Angola

É um espaço informativo de divulgação e educação voltado ao sector bancário angolano, suas ofertas, promoções, entrevistas, matérias, cotações, etc. Não devendo ser interpretado como substituto das entidades reguladoras do sector financeiro.

Menos trabalhadores estrangeiros, e pagamentos só em moeda nacional

A partir de agora o número de trabalhadores estrangeiros está limitado, e todos os pagamentos passarão a ser feitos em Kwanzas. José Eduardo dos Santos estabeleceu novas regras num decreto presidencial no que toca à contratação de expatriados, assim como à forma como os pagamentos de salários são feitos. A partir de agora as empresas angolanas só estão autorizadas a contratar trabalhadores estrangeiros num período máximo de três anos, sendo que durante esse tempo os salários têm de ser pagos na íntegra em Kwanzas.

Estas regras novas foram expressas no decreto presidencial assinado por José Eduardo dos Santos, no dia 6 de Março, embora só tenha saído a público a informação no passado dia 13.

Novas regras na contratação de funcionários

As novas medidas tomadas pelo Presidente foram justificadas como a única forma de conseguir obter em equilíbrio de tratamento entre os trabalhadores nacionais e estrangeiros. Para isso, além de se encurtarem prazos de contratos e igualar-se as formas de pagamento, uma empresa só poderá contratar até 30% de mão-de-obra estrangeira, que não resida no país.

Actualmente encontram-se a trabalhar em Angola cerca de 200 mil expatriados portugueses, os quais, nos últimos anos, têm enfrentado sérias dificuldades em transferir os seus salários por causa da escassez das divisas em Angola.

Esta é uma situação de crise económica, financeira e cambial séria, que tem afectado o nosso país, crise essa que se deveu, em grande parte, pela queda do preço do petróleo, sector predominante em Angola. De facto, o petróleo é a maior fonte de renda do nosso país, e com a queda dos preços, a exportação teve uma quebra imensa, o que levou posteriormente a uma crise de divisas no país.

Foi também decretado que toda a remuneração é paga em moeda nacional, além de não ser permitido o pagamento de complementos e prestações cujo valor seja superior a 50% do salário base, quer eles sejam pagos directa ou indirectamente.

O Banco Nacional de Angola (BNA) fica agora encarregue de definir os valores e tectos máximos para a transferência dos salários para países estrangeiros.

Com esta medida estima-se que haja um maior impulso para a contratação de angolanos, ao invés de trabalhadores estrangeiros.

Como sabemos, existe uma grande tendência para contratar directamente no estrangeiro, especialmente portugueses, em detrimento de trabalhadores nacionais.

Com as novas regras a igualdade entre as contratações está garantida, o que fará aumentar a contratação de mão-de-obra nacional, e por consequência diminuir a taxa de desemprego no país.




Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

error: Conteúdo Protegido !!