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22 de September de 2017
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O Portal Bancos de Angola

É um espaço informativo de divulgação e educação voltado ao sector bancário angolano, suas ofertas, promoções, entrevistas, matérias, cotações, etc. Não devendo ser interpretado como substituto das entidades reguladoras do sector financeiro.

Menos 10 mil milhões em investimento estrangeiro

A crise que Angola está a passar trouxe efeitos bastante negativos, tendo tido menos 10 mil milhões de euros em investimento estrangeiro em 2015, quando comparado com 2014. Estes dados vieram ontem a conhecimento público, revelado no relatório de 2015 pelo Banco Nacional de Angola. 

Segundo o relatório da balança de pagamentos do BNA, que só agora ficou concluído, a crise provocada pela quebra de receitas com o petróleo originou a uma queda do investimento directo líquido estrangeiro, tendo sido este deficitário, o qual se situou apenas nos 8.235 milhões de dólares, equivalente a 7.817 milhões de euros, no ano de 2015.

No ano anterior, o saldo havia sido superavitário, com um investimento de 2.331 milhões de dólares, equivalente a 2.212 milhões de euros.

Decréscimo num total de 10.556 milhões de dólares em investimento estrangeiro

Contas feitas, a diferença entre as entradas e saídas de investimento estrangeiro, de forma global, representou um decréscimo total de quase 10 mil milhões de euros, situando-se nos 10.556 milhões de dólares.

Segundo o Banco Nacional de Angola, o investimento estrangeiro no país, durante 2015, estava mais relacionado com a execução de projectos direccionados para o sector petrolífero (quase 98%), para o sector dos diamantes (aproximadamente 1.5%), para o sector do comércio (0.6%), e apenas 0.1% para o sector da construção civil.

Como é sabido, Angola vive uma crise económica severa desde os finais de 2014, a qual decorreu da quebra das receitas com a exportação de petróleo.

De forma a fomentar investimentos no país, nos finais de 2015 o Governo criou a Unidade Técnica para o Investimento Privado, com a sigla UTIP, órgão este que se encontra a funcionar sob alçada da Casa Civil do Presidente da República.

Norberto Garcia, director da UTIP, afirmou no passado mês de Novembro que o Estado havia fechado contratos para investimentos privados no país, num montante de 9 mil milhões de dólares, equivalente a 8.5 mil milhões de euros, durante o primeiro ano de actividade desta unidade.

Estes contratos prevêem gerar mais emprego, chegando aos mais de 5 mil postos de trabalho directo.

Este órgão está ainda responsável por conduzir vários projectos de investimento num valor superior a 10 milhões de euros. É proposto aos investidores privados, nacionais, e estrangeiros, vários benefícios fiscais, estando ao abrigo de contratos com o Estado Angolano, os quais passam pela isenção, ou redução, do pagamento de alguns impostos.

De acordo com o director da UTIP, estes contratos devem abranger sectores diversos, como Agricultura, Indústria, Águas e Energia, assim como Turismo, ou Transportes.

Norberto Garcia espera, com estas medidas, gerar um mínimo de 3 mil postos de trabalho indirectos, tendo um prazo de implementação de 34 – 36 meses.

Ainda de acordo com o mesmo, esta legislação veio trazer vários benefícios para a economia nacional, pois ela é um trunfo no que toca à captação de novos investidores estrangeiros. Além disso, esta legislação salvaguarda o repatriamento de dividendos e lucros num período posterior à instalação maturação do projecto.

O facto de ser obrigatória uma parceria dos investidores estrangeiros com sócios angolanos não tem sido um entrave para os novos investimentos, e esta parceria mostra-se indispensável para o país, e para os angolanos, que têm todo o direito de fazer parte de projectos grandes.




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