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Fusão do Millennium Angola com Atlântico fechada dentro de poucos meses.

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Fonte : Público

 

A fusão do banco do BCP no mercado angolano, o Millennium Angola, com o Banco Privado Atlântico, deverá estar concluída ano início do segundo trimestre, possivelmente em Abril. A informação foi avançada esta segunda-feira pelo presidente do BCP, Nuno Amado. De acordo com o BCP, o lucro do Millennium Angola subiu 50,1% no ano passado, para 75,7 milhões de euros. Ou seja, perto de um terço do resultado líquido consolidado registado pelo BCP no ano passado.

Quando a fusão for cncretizada o BCP vai perder a maioria do capital, ficando apenas com cerca de 20% da nova instituição financeira (que deverá ser o segundo maior banco em Angola). A maioria fica nas mãos da Globalpactum, ligada a Carlos Silva, cabendo outros 14% à petrolífera estatal angolana, a Sonangol. O resto fica disperso por vários investidores.

O processo de união dos dois bancos surgiu após uma tentativa falhada de fusão do Atlântico (liderado por Carlos Silva) com o VTB Africa, do grupo russo VTB.

Neste momento, o sector bancário angolano atravessa várias dificuldades. De acordo com o último relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI), datado de Outubro, um dos principais desafios do país é “aumentar a resistência do sector financeiro, continuando a reforçar  a supervisão bancária e o quadro de resolução bancária, e acelerar os planos para reestruturar os bancos mais fracos”. Em Julho do ano passado, os créditos malparados estavam em 18% do total, mais seis pontos percentuais face a Dezembro de 2014. De acordo com o FMI, “alguns bancos necessitam de capital adicional e estão a enfrentar dificuldades de liquidez”. “O BNA já solicitou a esses bancos a apresentação de planos de recapitalização e está a monitorizar atentamente a sua implementação”, destaca a instituição liderada por Christine Lagarde, acrescentando que o progresso está “a ser lento”.

O FMI lança mesmo um aviso, ao afirmar que “atrasar indevidamente a resolução relativa a bancos problemáticos pode conduzir à falência desordenada de bancos com potenciais efeitos em cadeia para o resto do sistema bancário e economia, em conjunto com elevados custos para o Tesouro”. Aqui, a atenção está mais virada para os bancos de capitais públicos.  Com Cristina Ferreira

 

 




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