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Fusão do BFA com Caixa Angola proposta por accionista do BPI

caixa geral

fonte: O PAIS

O maior accionista português do BPI propôs ao CaixaBank e à Santoro a fusão do BFA, detido pelo banco português em 50,1%, com o Caixa Angola em alternativa à oferta dos espanhóis do CaixaBank com vista ao controlo da instituição lusa.

A Holding Violas Ferreira, o maior accionista português do BPI, banco de direito português que controla a maioria do capital do Banco Fomento Angola (BFA) reafirma que não aceita o preço proposto pelos espanhóis do Caixa- Bank na Oferta Pública de Aquisição (OPA) que lançaram sobre a instituição lusa. Para a Holding Violas Ferreira, da família Violas, o único fundador do BPI que ainda mantém uma presença relevante na instituição, a oferta espanhola ‘beneficiação do segundo maior accionista do BPI, a Santoro, da empresária angolana Isabel dos Santos, que detém 18,6% do capital do banco.

Os interesses angolanos no BPI, somada as posições qualificadas da Santoro e do banco BIC e dois dos seus administradores, supera 20% do capital da instituição portuguesa. Em alternativa à OPA lançada pelo CaixaBank, a Holding Violas Ferreira propõe a fusão do BFA e do Banco Caixa Geral Angola (CGDA). A proposta já foi apresentada ao CaixaBank e à Santoro. ‘Há um aproveitamento do Caixa- Bank para controlar o BPI a desconto.

Nós apresentámos uma alternativa positiva, que permite manter as coisas como elas estão. É uma oportunidade para acrescentar valor em vez de destruir valor, como a OPA. Mesmo para Angola, é uma boa solução’, justifica Tiago Violas Ferreira, administrador da HVF, em declarações ao diário português especializado em economia Jornal de Negócios.

Refira-se que a oferta de aquisição feita pelo CaixaBank irá a assembleia geral de accionistas do BPI no próximo dia 22 de Julho, quarta-feira. Já anteriormente o grupo Violas criticara severamente a proposta espanhola, como OPAÍS oportunamente noticiou. O accionista português do BPI considera os € 1,113 por acção do BPI um valor demasiado baixo, que não corresponde ao valor real do banco.

A oferta feita pelos espanhóis suspendeu a contra-ordenação do Banco Central Europeu (BCE) por não ter sido cumprido o prazo fixado para que os accionistas do BPI encontrassem uma solução para os designados ‘activos africanos’ da instituição, onde avulta a posição bo BFA, que contribuiu com a maior parte dos lucros do BPI em 2015. Tiago Violas afirma acreditar que a solução avançada pelo seu grupo terá um bom acolhimento por parte do BCE. O outro accionista do BFA é a Unitel, que detém 49,9% da instituição angolana, controlando o BPI os restantes 50,1%.




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