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Dívida em Portugal paga pelo Banco Económico

Dívida em Portugal paga pelo Banco Económico (resultante da transformação do Banco Espírito Santo Angola em 2014), no valor de 212 milhões de dólares, referente ao empréstimo ao Novo Banco português, depois da resolução do BES. O pagamento do valor em dívida restante foi adiado para o próximo ano. 

Esta informação foi revelada à imprensa portuguesa esta semana pelo Sanjay Bhasin, presidente da comissão executiva do Banco Económico, assim como pelo Pedro Cruchino, administrador do Banco Económico, quando falavam do relatório e contas referentes ao ano de 2015 do Banco, tendo sido de importância relevante, pois foi o primeiro relatório apresentado pela nova instituição financeira.

Banco Económico honra obrigações do antigo BESA

O pagamento destes valores ao Novo Banco tem a sua origem nas medidas de resolução que foram impostas ao antigo BESA pelo Banco Nacional de Angola, no final de 2014, onde se previa o pagamento do primeiro empréstimo (no total de dois empréstimos), pelo Banco Económico ao Novo Banco, tendo sido este último transitado do BES (Portugal), num total de 425 milhões de dólares, equivalente a 397 milhões de euros. Este valor teria vencimento a 30 de Abril de 2016.

Assim, já foi pago metade do valor deste empréstimo, tendo sido feita uma nova calendarização dos pagamentos futuros, de forma a haver capacidade suficiente de moeda estrangeira para pagamentos nas datas previstas.

Desta forma, o valor total passa a ter vencimento apenas a 15 de Agosto de 2018, dando uma folga ao Banco Económico, que fica ainda com 212 milhões de dólares por liquidar.

De realçar que, a este valor, ainda acresce um segundo empréstimo ao novo Banco, também este transitado do crédito anterior concedido ao BESA pelo BES, no valor de 425 milhões de dólares.

banco económico paga dívida a portugal

Este terá vencimento apenas em 2024, sendo que essa reestruturação foi conseguida por mútuo acordo entre ambas as partes.

Sanjay Bhasin justificou esta medida com os problemas cambiais que o país está a enfrentar.

Depois da intervenção no BESA em 2014, o Novo Banco fica com parte do empréstimo concedido ao BES, e ainda conseguiu ficar com uma participação de 9.9% do capital social do Banco Económico, conseguido pela conversão de 53.2 milhões de euros do empréstimo.

estes 9.9% correspondem à conversão de 7 mil milhões de Kwanzas do empréstimo que o BESA detinha quando foi alvo da intervenção do Banco Nacional de Angola em Agosto de 2014.

Nessa altura, o Banco de Portugal havia confirmado que o crédito no valor de 3.3 mil milhões de euros concedidos pelo BES ao BESA passaria para o Novo Banco.

Todas as alterações ao antigo BESA foram decididas numa assembleia-geral extraordinária de accionistas, a qual decorreu a 29 de Outubro de 2014, na capital angolana, cumprindo as determinações do banco central.

A essa altura, o Banco Nacional de Angola comunicou que estava confirmada a subscrição do capital social, tal como o banco central havia deliberado uma semana antes, dentro do quadro das medidas de saneamento, assim como das medidas de intervenção directa no BESA.

Uma das medidas de intervenção no BESA envolvia o aumento de capital, o qual deveria ser feito pelos accionistas, ou então por entidades convidadas por ela, sendo que estas deveriam ser aceites pelo banco central, de forma a assegurar o total cumprimento dos rácios prudenciais mínimos.

 




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