Search
24 de September de 2017
  • :
  • :

O Portal Bancos de Angola

É um espaço informativo de divulgação e educação voltado ao sector bancário angolano, suas ofertas, promoções, entrevistas, matérias, cotações, etc. Não devendo ser interpretado como substituto das entidades reguladoras do sector financeiro.

Dívida à China sustentável

O empréstimo que Angola contraiu à China, na altura do boom do petróleo, é actualmente um quarto da dívida da China no Continente africano, de acordo com Carlos Lopes, antigo secretário da Comissão Económica. Carlos Lopes falava sobre as transformações económicas estruturais a que África está sujeita no século XXI, assim como o contributo do sector financeiro para que o continente prospere.

Lopes considera que a gestão da dívida é um trabalho muito complexo, sofisticado, e de acordo com ele, o país contraiu empréstimos numa altura que o petróleo estava cotado em alta. Actualmente, tendo em conta as características do acordo, o nosso país não pode sofrer com tal baixa de preço.

De acordo com ele, quando a dívida é contraída em dólares e valores de mercado, com a inflação e desvalorização da moeda, a dívida aumenta. Caso contrário, quando a dívida é contraída em contravalores, ou em volume de petróleo, a dívida é menor.

Indicadores Macroeconómicos em crescimento

Foi na conferência que o Banco Nacional de Angola organizou que Carlos Lopes teceu considerações acerca dos indicadores macroeconómicos, os quais estão a subir em Angola de forma considerável. Esta situação pressupõe um aumento do valor da dívida.

Este economista disse ainda que os indicadores económicos básicos mostram que a dívida nacional se encontra no patamar dos 70 mil milhões de dólares.

No entanto, mostra-se optimista em relação a África, continente que tem demonstrado uma grande diversificação, essa pensada na procura interna, quando actualmente as indústrias extractivas empregam somente 1% de habitantes locais (6% do PIB).

Referiu ainda que o povo africano é repleto de pessoas jovens, e deve ter em vista a robotização e automatização, correndo o risco de, se não agir de forma rápida, deixar escapar mais uma oportunidade.

Matérias-primas

África ainda é muito dependente de matérias-primas, mas se houver uma aposta forte na instalação de indústria com o objectivo de transformar os bens produzidos no solo, e depois vendê-los como semi-acabados, ou acabados, ao mercado.

É por causa desta grande dependência que África se ressente da grande volatilidade dos preços no mercado internacional, situação essa que provoca grandes défices da tesouraria, entre outras dificuldades macroeconómicas.

Carlos Lopes defende que essa diversificação pode ser feita produzindo exactamente as mesmas coisas que hoje em dia.

De acordo com o antigo sub-secretário das Nações Unidas, é necessário uma transformação do tecido económico, e suas estruturas, de forma a modernizar a economia, para que se possa passar de baixa produtividade, para alta produtividade.

Para que este cenário seja possível, é preciso que se faça uma planificação estratégica eficiente e mais ampla, tendo por base uma informação de qualidade nas séries estatísticas do país (contas demográficas e contas nacionais).

De notar que apenas 12, dos 54, países têm as contas em dia, e dentre estes, a Suazilândia é aquele que se apresenta mais organizado no que toca à contabilidade nacional.

No caso de Angola, este ainda se mostra muito atrasado neste contexto. Não existem estatísticas, e está sempre dependente das projecções do FMI.




Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Website Protected by Spam Master


error: Conteúdo Protegido !!