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Dificuldades no BESA podem desestabilizar o sistema bancário angolano?

Atualmente, o Banco Espírito Santo Angola (BESA) está tendo algumas dificuldades financeiras. Porém, os representantes do Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmam que isso não irá desestabilizar o sistema bancário nacional. Essa conclusão foi feita a partir de dados do relatório final da última avaliação realizada pelos peritos da instituição à economia do país. No mercado interbancário, a exposição dos outros bancos angolanos ao BESA é limitada e os empréstimos são apoiados somente por uma garantia do governo.

 

Ainda assim, a referida garantia soberana emitida pelo estado angolano a favor do BESA, no valor de 5,7 mil milhões de dólares. Porém, essa quantia deve ser revogada, diante das medidas de saneamento adotadas pelo Banco Nacional de Angola (BNA). Até o início de agosto de 2014, o mercado interbancário angolano não apresentava problemas de alto nível. A intervenção do BNA deve defender o resto do sistema bancário, por meio da nomeação de novos gestores e garantindo a proteção dos depositantes.

O BESA possui um grande peso no sistema bancário nacional, sendo que no final de 2012 ele era o segundo maior banco em Angola com 17% de ativos. Por isso, ele era o banco mais dependente do mercado de financiamento, em comparação com os outros bancos angolanos. Diante disso, foram anunciados a adoção de diversas medidas de saneamento do BESA, a fim de repor seus termos de sustentabilidade financeira e operacional. No entanto, não haverá o envolvimento do estado e de fundos públicos.

Temos que lembrar também da degradação da carteira de créditos do BESA, que afetou os níveis de liquidez e de solvabilidade, levando à emissão de uma garantia soberana que será revogada. Outras medidas visam garantir a proteção dos depositantes, o cumprimento das demais responsabilidades do BESA e assegurar a contínua estabilidade do sistema financeiro nacional. Segundo o relatório do FMI, há uma previsão de crescimento de 3,9% da economia angolana ainda em 2014, em comparação com os 5,9% do ano anterior. Esta queda é justificada devido à desaceleração do setor agrícola e a quebra temporária na produção de petróleo.

Houve uma pequena subida na produção de petróleo, representando um pouco mais de 90% das receitas fiscais de Angola no segundo semestre de 2014. O FMI também prevê um défice nas contas públicas, que pode rondar os 4% do Produto Interno Bruto.




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