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Depósitos em moeda nacional e estrangeira sob reserva do BNA ultrapassam os 6 milhões

Todos os depósitos sob reserva do banco central, quer em moeda nacional, quer em moeda estrangeira, voltaram a aumentar em seis por cento, em Fevereiro, estando fixado nos 1,115 biliões de kwanzas, equivalente a 6.180 milhões de euros. 

Este é o segundo mês consecutivo de aumentos, e segundo os dados preliminares do Banco Nacional de Angola referentes ao panorama monetário do país, estes depósitos tinham descido no final do no passado, sendo que se verificaram quedas mensais desde Agosto, fixando-se em Dezembro nos 989 mil milhões de kwanzas, o equivalente a 5.490 milhões de euros.

Depósitos sob reserva do banco central aumenta 64.585 milhões de kwanzas

Contrariando a tendência do último meio ano de 2016, em apenas um mês os depósitos sob reserva do banco central tiveram aumento de quase 65 milhões de Kwanzas, cerca de 358 milhões de euros.

A grande causa para este aumento passa pela obrigatoriedade dos bancos comerciais constituírem reservas de depósitos à ordem do Banco Nacional de Angola, mais de 20 a operar em Angola, sendo que as taxas se fixaram em 15% em moeda estrangeira e em 25% em moeda nacional.

No final de Fevereiro, a reserva bancária contava com um aumento de depósitos obrigatórios em moeda estrangeira para 195.304 milhões de kwanzas, equivalente a 1.083 milhões de euros. Já em moeda nacional, o valor teve um decréscimo para os 675.803, equivalente a 3.750 milhões de euros.

De acordo com os dados disponibilizados pelo Banco Nacional de Angola para os últimos 5 anos, o ano de 2012 foi aquele que apresentou o valor total mais baixo no que concerne às reservas bancárias. Nesse altura o valor era de 671.325 milhões de kwanzas, o que equivale, à taxa de câmbio actual a 3.725 milhões de euros.

Crise financeira levou à obrigatoriedade de constituir reservas em moeda nacional

Desde a quebra da cotação do barril de crude no mercado internacional que Angola vive numa grave crise económica e financeira. Esta situação levou a uma falta de divisas a circular, dificultando as importações, além de provocar uma série de restrições no que toca à gestão da moeda estrangeira.

Foi a partir dos fins de 2014 que a economia começou a sentir a severidade dos efeitos da queda do barril de crude, tendo o kwanza desvalorizado mais de 40% face ao dólar, que na altura foi para 166 kwanzas. Já no mercado paralelo está a rondar os 340 kwanzas, tendo chegado aos 600.

Por esta razão, desde Julho de 2015 que os bancos comerciais a operar em Angola encontram-se obrigados  constituir reservas de moeda nacional no Banco Nacional de Angola num valor de 25 por cento dos depósitos efectuados pelos clientes.

Desde então que o coeficiente de reservas obrigatórias em moeda estrangeira se manteve inalterado. Já para a moeda nacional, o coeficiente de reservas obrigatórias fixou-se em 2014 nos 12,5%, tendo sido aumentado pelo Banco Nacional de Angola em 2015 para os 15%, tendo na altura justificado esta situação pela necessidade de assegurar a estabilidade de preços. Lembremos que nessa altura deu-se o pico da crise, tendo atingido um recorde na queda da cotação internacional do petróleo.

Até à data de hoje, os bancos comerciais com operação em solo angolano ainda estão obrigados a informar de forma regular o banco central sobre as reservas, as quais envolvem operações com títulos e depósitos.




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