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Contas da banca vão passadas a uma auditoria

Fonte: NJ

Num texto publicado ontem, 15, na revista britânica Capital Finance International (CFI.co), o governador do Banco Nacional de Angola (BNA), Valter Filipe, projecta as prioridades do seu mandato. A começar por uma mega auditoria aos bancos comerciais e pelo reforço das leis de combate ao branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo.

Manifestando o compromisso do BNA com as regras globais de combate ao branqueamento de capitais e com os princípios internacionais de supervisão bancária –  instituídos, respectivamente, pelo FATF/GAFI, Grupo de Acção Financeira internacional, e pelo Comité de Basileia –, Valter Filipe antecipa um ‘acerto de contas’ na banca angolana.
 “Todos os bancos em Angola estão mandatados por lei a submeter um relatório ao regulador – auditado por uma entidade independente”, explica o governador do BNA, acrescentando que as instituições financeiras têm de comunicar ao banco central os procedimentos adoptados para travar a lavagem de dinheiro e viabilizar a supervisão bancária.
Segundo Valter Filipe, “essas auditorias serão verificadas [pelo BNA] ainda durante o primeiro semestre de 2016”.
Para além da promessa de passar a pente fino as auditorias dos bancos que operam no país, o responsável garante que o regulador vai anunciar um novo pacote de medidas, para integrar recomendações adicionais do FATF/GAFI – Grupo de Acção Financeira internacional contra a Lavagem de Dinheiro e o Financiamento do Terrorismo.
Os esforços, segundo enquadra o responsável, partem do “reconhecimento da verdade”.
“Temos de ser honestos. Quando sabemos que instituições financeiras mundiais destaparam esquemas de branqueamento de capitais à escala global no mundo em desenvolvimento, temos de aceitar que é improvável que o nosso crescimento se tenha concretizado com a ‘ficha limpa’”.
Apesar de salientar que “a mudança rumo a uma cultura de honestidade e transparência não acontece da noite para o dia”, o governador do BNA considera que “todas as nações africanas têm a responsabilidade moral de promover” essa viragem.
Por isso, sublinha Valter Filipe, “em 2016 o BNA também vai colocar especial ênfase no programa de formação em literacia financeira”, lançado em Dezembro de 2015.
“Estamos igualmente a desenvolver planos de formação para gestores bancários e jovens licenciados, de modo a aumentar a cooperação com outas instituições”, assinala o responsável, insistindo no mesmo foco.
“O objectivo é despertar consciências para a importância das medidas contra a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo”, assegurando, ao mesmo tempo, “estabilidade no sistema financeiro angolano e uma maior protecção fiscal”.
Esta conformidade com procedimentos mais transparentes “é fundamental para o sector bancário em Angola e para a reputação da região” africana, destaca Valter Filipe.
“Precisamos de fazer a coisa certa e precisamos de demonstrar que o estamos a fazer. Isto é internacionalmente importante para construir confiança, tendo em conta que Angola procura adoptar princípios de transparência e de governação ainda mais rígidos”, sublinha o governador do BNA, chamando a atenção para as particularidades da conjuntura actual.




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