Os bancos comerciais que estão registados na BODIVA já podem, com a devida autorização da CMC, colocar dívida corporativa às empresas que a emitam, garantiu a OPAÍS a presidente do conselho de administração da CMC, Vera Daves.

As empresas que quiserem emitir uma dívida corporativa, através das instituições bancárias, podem começar a fazê-lo, sendo que a CMC já se encontra preparada para receber e autorizar essas emissões. Vera Daves, falou a durante a “Cerimónia do Prémio Redacção para Educação Financeira”, que teve lugar ontem, no CIAM. “Neste momento, estamos prontos, e aguardamos a chegada do primeiro cliente”, sublinhou. A compra desta divida corporativa será feita através da BODIVA e só assim passará aos bancos que estejam registados na Bodiva, e só depois passará ao público”, referiu.

CMC faz balanço positivo da formação

Durante a cerimónia, Vera Daves, disse que, “para a CMC, a formação representa uma grande vitória, uma vez que no começo a ideia parecia muito arriscada, mas à medida que o tempo foi avançando contámos com o apoio de alguns parceiros, como o Ministério da Educação e do INID, assim como outros patrocinadores, que tudo fizeram para que a ideia fosse possível de avançar”. “O balanço foi positivo, começámos com um projecto-piloto com algumas escolas e institutos médios, para vermos como as coisas correriam”, sublinhou.

A responsável avançou que, numa primeira fase, a formação contou com 23 estudantes, dos quais 5 foram qualificados com conteúdos de qualidade sobre a temática financeira, o que mostra, segundo a presidente da CMC, “que estamos no caminho certo”. “Temos que continuar a trabalhar a fim de fazer com que os estudantes estejam familiarizados com estas temáticas e, gradativamente, inserir conteúdos financeiros nas matérias curriculares, não apenas nos livros e aulas, mas também em seminários, palestra e visitas à CMC”, avançou.

A CMC pretende reunir condições que possibilitem expandir a formação às demais províncias do país. Vera Davis reconheceu que ainda há muito que se fazer termos de literacia financeira. “Em termos de literacia financeira na comunidade estudantil ainda há muito que se fazer, mas existe por parte dos estudantes vontade e interesse de continuar a aprender”, salientou após se referir ao facto de a cooperação ser feita com o Ministério da Educação e a mediateca de Luanda. Entretanto, estão em curso negociações com o Ministério do Ensino Superior para a assinatura de um protocolo, o que deverá acontecer em breve.v