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China perdoa parte da dívida angolana

A China perdoou de forma parcial a dívida angolana, a qual está avaliada em 97 milhões e 370 mil yuans, o equivalente a 14.306.429 dólares). Este perdão parcial da dívida concretizou-se depois da assinatura do protocolo que dispensou a amortização do empréstimo, anteriormente estipulado em dois acordos de cooperação técnica e económica entre os dois países.

Dívida estipulada em dois acordos de cooperação de 2001 e 2002 foi perdoada

O acordo a que chegaram os dois países, o qual prevê o perdão de uma parte da dívida angolana à China, foi assinado pela secretária de Estado Ângela Bragança, assim como por Cui Aimin, embaixador da China. Helder Vieira Dias, ministro de Estado e Chefe da Casa de Segurança, reuniu-se com a delegação chinesa, a qual foi dirigida por Wang Yong, conselheiro de estado do Conselho da República Popular da China. Foram elaborados procedimentos do Banco de Desenvolvimento da China, assim como do Ministério das Finanças e do Banco Nacional de Angola, para a regularização de contas tendo em vista o perdão da dívida.

O valor da dívida que foi perdoada é referente a dois acordos de cooperação, feitos em 2001 e 2001, e os quais já se encontravam em período de reembolso. Hélder Vieira Dias afirmou que este encontro com a delegação da China é uma oportunidade que ambos os países têm para aprofundar as relações de cooperação.

Ambos os países rubricaram um novo acordo de cooperação, desta vez na área de formação profissional, o que foi presenciado pelo ministro do trabalho, Emprego e Segurança Social.

Neste acordo, a China compromete-se a efectuar um estudo para a viabilidade do CINFOTEC – Centro Integrado de Formação Tecnológica. Para que esse projecto se concretize, a China irá enviar um grupo de especialistas ao nosso país para fazerem uma investigação ao projecto.

As despesas inerentes a este estudo serão suportadas pelos Governos angolanos e chineses, no âmbito da doação estabelecida pelo acordo de Cooperação Técnica Económica.

Lembremos que o Banco da China abriu recentemente a sua primeira sucursal em Angola, Luanda, e irá facilitar os pagamentos entre o nosso país e a China. Ainda se espera que consigam evitar o uso de outros bancos correspondentes intermediários, dispensando assim o dólar e o euro, de acordo com o ministro das Finanças, Archer Mangueira.

O ministro ainda afirmou que o Banco da China irá impulsionar os negócios feitos entre os dois países, facilitando ainda a operacionalização de linhas de crédito, e ainda agilizando o pagamento entre empresas e instituições dos dois países.

O Banco da China iniciou a sua cooperação com Angola com o financiamento de quatro projectos referentes ao sector das telecomunicações, num valor de 109.76 milhões de dólares. Estes já se encontram concluídos, e desembolsados, desde 2012. Ainda estão previstos mais três projectos, o que perfaz um financiamento de 381 milhões de dólares.




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