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BPC teve prejuízos de 160 milhões de euros em 2016

BPC, sigla para Banco de Poupança e Crédito, o qual é detido pelo Estado, estando a sofrer uma grande reestruturação, fechou o ano passado com prejuízos no valor de 29.5 mil milhões de kwanzas, o que equivale a 159.1 milhões de euros. 

Embora se trate do maior banco do país, este encontra-se em processo de reestruturação por causa da grande quantidade de crédito malparado, o qual é superior a 1.2 milhões de euros. As contas do banco foram aprovadas na terça-feira, em assembleia-geral, contrastando com o resultado de 2015, bastante positivo, com um saldo de 8.3 mil milhões de kwanzas, equivalente a 44.7 milhões de euros.

Resultado negativo delegado para as decisões do conselho de administração

De acordo com informações enviadas pelos próprio BPC, o resultado negativo é imputado às decisões que o actual conselho de administração tomou, principalmente a de constituir 72.2 mil milhões de kwanzas para provisões e imparidades.

Assim, as contas reflectiram uma perda potencial (ou até mesmo efectiva) de aproximadamente 400 milhões de euros nos créditos que haviam sido concedidos anteriormente.

Em 2017, esta iniciativa deverá ser reforçada. de forma a assegurar o saneamento efectivo da carteira de crédito, assim como para atingir um rácio de transformação que se situe abaixo dos 70%.

Reforço dos fundos do Banco feito pelos Accionistas

A par das medidas anteriores, foi feito um reforço dos fundos próprios do Banco por parte dos accionistas, em quase 27%, comparado a 2015, tendo atingido os 171.9 mil milhões de kwanzas. Os custos administrativos também representaram um aumento, para 67.5 mil milhões de kwanzas, cerca de 39%, num ano.

Enquanto em 2015 o Banco Poupança e Crédito detinha 406 agências, mais de 5 mil trabalhadores, em 2016 esses números aumentam para 443 e 5530. respectivamente.

Lembremos que o Estado é accionista do BPC, por meio do Ministério das Finanças, o qual detém 75% das acções, mas também através do INSS – Instituto Nacional de Segurança Social, que detém 15%, e através da CSSFAA – Caixa de Segurança Social das Forças Armadas Angolanas, que detém 10%.

Todo o plano de recapitalização do banco tem como objectivo fulcral assegurar a manutenção do BPC numa posição financeira que se mostre sólida, e num nível de rentabilidade que seja adequado e sustentável ao seu perfil de risco.

O plano envolve também a emissão de instrumentos de dívida subordinada convertível que sejam elegíveis para os fundos próprios, num total de 72 mil milhões de kwanzas, o equivalente a quase 390 milhões de euros.

O uso destes fundos é já por si uma razão para que o conselho de administração veja a situação como um desafio que não poderá ter outro desfecho que não a vitória, para bem de todos os angolanos.




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