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BPC espera recuperar acesso a divisas com ‘road-show’ na Europa

Uma equipa do maior banco nacional, o Banco de Poupança e Crédito (BPC), está neste momento a manter contactos com algumas capitais da Europa, entre as quais Lisboa, com o objectivo de reestabelecer as ligações com os bancos correspondentes a curto prazo, e aceder novamente a divisas.

Ricardo Viegas d’Abreu lidera equipa do BPC nos contactos na Europa

Ricardo Viegas d’Abreu, presidente do conselho de administração do Banco de Poupança e Crédito, liderou a equipa estatal nos contactos que estabeleceu com as capitais europeias, tendo tido reuniões com os representantes de bancos espanhóis, alemães, portugueses e franceses.

As reuniões feitas prolongaram-se até dia 19 de Junho, de forma a retomar as relações institucionais com os bancos correspondentes no curto prazo.

De acordo com o presidente do conselho de administração, o objectivo é demonstrar aos responsáveis empresariais e financeiros que o Banco de Poupança e Crédito encontra-se focado na eficiência operativa e eficácia comercial do sector, assim como nos resultados que decorrem desse processo.

O BPC foi um dos créditos que sofreu bastante com a crise decorrente da queda da cotação do barril de crude, mas também com o fim dos acordos com os bancos estrangeiros correspondentes, e em 2016 chegou mesmo a fechar o ano com um prejuízo de quase 30 mil milhões de kwanzas, o equivalente a 159 milhões de euros.

Agora estatal, o maior banco do país encontra-se em processo de reestruturação por causa do elevado crédito malparado, o qual já é superior a 1.2 mil milhões de euros.

As decisões tomadas pelo actual conselho de administração poderão justificar este resultado líquido negativo, tendo constituído 72.7 mil milhões de kwanzas para as imparidades e provisões de 2016.

Isto reflectiu uma perda potencial nas contas do BPC, ou até mesmo efectiva, de perto de 400 milhões de euros em créditos já concedidos.

O antigo vice-governador do BNA, actual presidente do conselho de administração do BPC, Ricardo d’Abreu, referiu que esta iniciativa será para reforçar este ano de 2017, de forma a assegurar o saneamento da carteira de crédito, mas também para atingir um rácio de transformação abaixo dos 70%.

Além desta medida, foi feito um reforço dos fundos do banco pelos accionistas em mais de 26% comparado com 2015, mas os custos administrativos aumentaram quase 39%.

O Estado é o principal accionista do BPC, com 75% das acções, através do Ministério das Finanças, 15% através do Instituto Nacional de Segurança Social, e 10% através da Caixa de Segurança Social das Forças Armadas Angolanas.




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