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BNA aumenta venda de divisas em mais de USD 100 milhões

Câmera do Comercio

fonte: O PAIS

BNA aumenta venda de divisas em mais de USD 100 milhões 104 Visualizações Setembro 13, 2016 Economia Luís faria-foto de Daniel Miguel BNA aumenta venda de divisas em mais de USD 100 milhões O montante de divisas vendido pelo BNA voltou a aumentar e Setembro já se perfila como o segundo mês em que a média mensal de venda de divisas foi mais elevada. Mas ainda falta o último trimestre. Voltou a aumentar a última semana a venda de divisas efectuada pelo Banco Nacional de Angola (BNA) no mercado primário. Se na primeira semana deste mês o BNA havia vendido o equivalente a USD 242,9 milhões (na realidade € 217,4 milhões), na semana que passou vendeu o equivalente a USD 351,5 milhões (€ 314,16), uma diferença superior a USD 100 milhões. O que significa que Setembro, e ainda faltam duas semanas para o mês completar, vai registar a segunda média semanal mais elevada no que respeita à venda de divisas, só superada por Agosto, mês em que o BNA atingiu, no período compreendido entre os dias 8 e 12, o recorde de venda de divisas este ano. A taxa de juro mantém-se praticamente inalterada no mercado primário, estando apenas o kwanza a depreciar uma milésima por semana em relação às suas contra-partes euro e dólar norte- americano, o que significa que a política monetária continua a privilegiar a estabilidade cambial com o objectivo de impedir uma maior subida dos preços. Assim, desde a segunda semana de Abril que cada dólar vale, em média, no mercado primário, Kz 166,7 e cada euro é transaccionado a Kz 186,2. As operações privilegiadas pela disponibilização de divisas na última semana foram as relacionadas com as necessidades do sector industrial (€ 53,8 milhões), o sector petrolífero (€ 44,8 milhões vendidos em regime de leilão) e o sector das telecomunicações (35,8 milhões). Foram ainda destinados € 44,8 milhões em vendas directas para reposição cambial, € 26,9 milhões para a cobertura de viagens, ajuda familiar, saúde e educação, € 17,9 milhões para a cobertura de operações de cartões de crédito, € 17,3 milhões em leilão para a cobertura de necessidades do sector agrícola, € 14,5 milhões para a cobertura de necessidades do sector da Defesa, € 13,4 milhões para salários de expatriados e € 12,2 milhões para cobertura de operações com fornecedores do BNA. Os restantes montantes destinaram-se à cobertura de cartas de crédito (€ 10,7 milhões), à cobertura de necessidades com serviços de consultoria (€ 8,9 milhões), de necessidades de ministérios e organismos do Estado (€ 7,2 milhões), de operações diversas (€ 7,2 milhões), de necessidades do sector da Saúde (€ 4,6 milhões) e de necessidades do sector das Pescas (€ 1,4 milhões). Foram destinados € 3,2 milhões em vendas directas para casas de câmbio e operadoras de remessas, o que já não acontecia há várias semanas. A autoridade monetária informou, no final de Julho, estar a trabalhar com a banca comercial no sentido de efectuar uma ‘melhor programação da venda de divisas’, e também já anunciou que irá elevar o montante vendido mensalmente, que se encontra abaixo de USD 600 milhões, longe do registo de 2015 (USD 1.000 milhões), sendo que, em Julho e Agosto, o montante mensal já se aproximou de USD 1.000 milhões. Colocação de dívida sobe A dívida pública colocada pelo BNA na última semana, na sua condição de operador do Estado, aumentou cerca de 12% em relação à semana anterior. O BNA colocou no mercado primário títulos do tesouro no montante de Kz 56,3 mil milhões, dos quais Kz 43,3 mil milhões em Bilhetes do Tesouro (BT) e Kz 13 mil milhões em Obrigações do Tesouro (OTTX, ou seja, títulos indexados à taxa de câmbio). Estas últimas foram emitidas nas maturidades de 2,3 e 5 anos às taxas de juro nominais de 7%, 7,25% e 7,75% ao ano, respectivamente. Já os BT foram emitidos nas maturidades de 91, 182 e 364 dias, com a taxa de juro dos títulos com a maturidade de um ano a situar-se em 18,5%. No segmento de venda directa de títulos ao público foi colocado o montante de Kz 2,1 mil milhões, dos quais Kz 1,5 mil milhões em OT em moeda nacional e indexadas à taxa de câmbio na maturidade de 2 e 3 anos e Kz 552 milhões em Bilhetes do Tesouro. Até agora foram colocados no mercado interno (exceptuando o segmento da venda directa ao público) títulos no valor de Kz 1506 mil milhões. O Orçamento Geral do Estado revisto para este ano prevê que o endividamento no mercado interno atinja Kz 2.089 mil milhões.




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