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Bancos recebem 255 milhões para alimentos e bolsas de estudo


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 Fonte: Lusa
A injecção semanal de divisas pelo Banco Nacional de Angola (BNA) na banca comercial desceu 20 por cento, para 254,9 milhões de euros, sobretudo para importar alimentos, mas também pagar bolsas de universitários no exterior e para a Sonangol.
A informação consta do relatório semanal do BNA sobre a evolução dos mercados monetário e cambial, no período entre 11 e 15 de Julho, contrastando com os 315 milhões de euros da semana anterior e mantendo-se as vendas apenas em moeda europeia.
De acordo com o documento, consultado hoje pela agência Lusa, as divisas disponibilizadas na última semana, equivalentes a 284,9 milhões de dólares, destinaram-se a cobrir, essencialmente, a compra de bens alimentares ao exterior, no valor de 120,9 milhões de euros.
Para a cobertura de operações da petrolífera estatal Sonangol foram vendidos 60,2 milhões de euros na última semana e 13,7 milhões de euros para garantir necessidades do Ministério da Saúde.
Numa altura em que se avolumam as denúncias públicas de meses de atrasos no pagamento de bolsas a estudantes universitários no exterior do país e consequentes dificuldades destes alunos para continuarem os estudos, o BNA vendeu especificamente 11,7 milhões de euros para a cobertura de operações do Instituto Nacional de Gestão de Bolsas de Estudo (INAGBE).
Na última semana foram ainda vendidas divisas no valor de 16,7 milhões de euros para cobertura de necessidades de vários ministérios e organismos do Estado e 16,1 milhões de euros de empresas diversas, além de 15.700 euros para operações no exterior relacionadas com Telecomunicações.
A taxa de câmbio média de referência de venda do mercado cambial primário, apurada ao final da última semana, permaneceu inalterada nos 166,712 kwanzas por cada dólar e nos 186,266 kwanzas por cada euro.
Contudo, no mercado de rua, a única alternativa, embora ilegal, à falta de divisas aos balcões dos bancos, a nota de um dólar continua a ser transacionada à volta dos 570 kwanzas.
Angola enfrenta uma crise financeira e económica com a forte quebra (50%) das receitas com a exportação de petróleo devido à redução da cotação internacional do barril de crude, tendo em curso várias medidas de austeridade.
A conjuntura nacional levou a uma forte quebra na entrada de divisas no país e a limitações no acesso a moeda estrangeira aos balcões dos bancos, dificultando as importações.
A falta de divisas, em função da procura, dificulta, por exemplo, a transferência de salários dos trabalhadores de expatriados, as necessidades dos cidadãos que precisam de fazer transferências para o pagamento de serviços médicos ou de educação no exterior do país ou que viajam para o estrangeiro.
O Presidente angolano exigiu a 01 de Julho, ao BNA, que encontre soluções para resolver as dificuldades dos clientes e empresas no acesso a divisas, reconhecendo que no momento atual quem tem dinheiro prefere mantê-lo fora do país.
José Eduardo dos Santos explicou que a venda de divisas aos bancos por parte das empresas petrolíferas estrangeiras que operam no país, para obterem moeda nacional para o pagamento das despesas em Angola, são na ordem dos 300 milhões de dólares por mês e não cobrem atualmente as necessidades, como no passado.




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