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Bancos comerciais obrigados a ceder crédito para receberem divisas

O Banco Nacional de Angola condicionou a venda de divisas em função dos créditos concedidos por cada um dos bancos comerciais a operar no país. A venda de divisas para pagamento de salários de expatriados, ou outras operações particulares, foi condicionada por parte do BNA em função do volume de crédito concedido pelos bancos.

Governador do BNA quer recentrar a actividade bancária na concessão de créditos

De acordo com a directiva assinada por José de Lima Massano, o novo governador do Banco Nacional de Angola, podemos perceber uma tentativa de colocar a actividade bancária centrada na concessão de crédito, e não tanto no negócio de divisas.

Na directiva é justificada esta decisão por uma necessidade de ajustarmos a metodologia de atribuição de divisas aos bancos comerciais, pelo menos até quando não se repuser o sistema de leilões.

No aviso do Banco Nacional de Angola, pode ler-se também que esta decisão tem, ainda, como objectivo o de conferir uma maior transparência no processo e uma previsibilidade aos bancos. É ainda objectivo do BNA reconhecer o esforço de concessão e captação de crédito a particulares.

Desta forma, o Banco Nacional de Angola determinou que cada um dos bancos comerciais a operar em terras angolanas terá acesso ao montante de 50 mil dólares (mínimo) em divisas por cada sessão de venda.

O plafond restante é atribuído em função da quota de mercado de cada um dos segmentos de particulares, que difere de banco para banco.

A quota é determinada pela divisão da soma dos depósitos e crédito líquido de provisões ao segmento de particulares de cada banco, em moeda estrangeira ou nacional, pelo total de crédito líquido e depósitos do mercado para o mesmo segmento.

João Lourenço tem-se mostrado preocupado com o facto das divisas estarem em forte queda no país, trazendo sérias dificuldades para o bom funcionamento de todos os sectores económicos. De acordo com declarações suas, é importante impedir que essa venda directa de divisas seja encapotada de exportações de capitais, as quais não têm os benefícios correspondentes para o país.

Durante a última semana a venda de dividas por parte do Banco central voltou a subir. No entanto, mais de 80% dessas divisas foram destinadas à importação de alimentos.

Na semana antecedente foram vendidos 203.7 milhões de euros em divisas por parte do Banco Nacional de Angola aos bancos comerciais, e cerca de 75% foram destinados à importação de alimentos. Este é um aumento que se explica pelo aproximar das épocas festivas.

Fonte: Observador




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