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Bancos angolanos recebem hoje nova injeção de divisas em moeda europeia.

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Foto: Mike Hutchings / Reuters

Fonte: Dinheiro vivo

 

A falta de divisas continua a dificultar as transferências para o pagamento de serviços no exterior do país.

 

O Banco Nacional de Angola (BNA) vende hoje aos bancos comerciais, em leilões de preços, 130 milhões de euros em divisas, operações que passam a estar dependentes da percentagem de crédito que cada banco disponibiliza. A informação consta de um comunicado enviado à Lusa e surge depois de na semana passada o BNA não ter feito qualquer venda de divisas aos bancos comerciais e com as três semanas anteriores exclusivamente com recurso à injeção de euros.

“Há mais de um mês que o BNA não injeta dólares nos bancos comerciais.”

Na sessão de venda de divisas de hoje, o banco central refere que 90 milhões de euros servem para a “cobertura de operações das empresas prestadoras de serviços ao setor petrolífero”.

Acrescem vendas de 40 milhões de euros em divisas para “suprir necessidades de despesas com caráter prioritário”, nomeadamente a cobertura de operações relacionadas com ajuda familiar, saúde, educação, salários de expatriados, viagens e remessas de dinheiro.

“Tendo como critério a percentagem de crédito que cada banco comercial disponibiliza às empresas e famílias”, refere o BNA, sobre as prioridades de atribuição destas divisas, naquela que terá sido a primeira intervenção direta do novo governador do banco central angolano.

A política cambial angolana passou a ser definida pelo novo governador do BNA, Valter Filipe Duarte da Silva, empossado no cargo a 07 de março pelo Presidente da República, funções ocupadas desde janeiro de 2015 pelo antigo ministro das Finanças, José Pedro de Morais Júnior, exonerado a seu pedido.

“Banco central refere que 90 milhões de euros servem para a “cobertura de operações das empresas prestadoras de serviços ao setor petrolífero”

Com estas vendas, em moeda europeia, há mais de um mês que o BNA não injeta dólares nos bancos comerciais.

Angola enfrenta há mais de um ano uma crise financeira, monetária e cambial decorrente da quebra da cotação internacional do barril de crude, tendo visto as receitas fiscais com a exportação de petróleo caírem para metade em 2015 e com isso a entrada de divisas (dólares) no país.

Paralelamente, devido à escassez de divisas e limitações aos levantamentos de dólares impostos nos bancos, o mercado informal, de rua, transaciona a nota de um dólar norte-americano a mais de 300 kwanzas.

A taxa de câmbio média de referência de venda do mercado cambial primário, apurada ao final da última semana, ficou-se nos 159,737 kwanzas por cada dólar e de 178,475 kwanzas por cada euro, ambas inalteradas.

Há pouco mais de um ano, antes do agravamento da crise da cotação do petróleo no mercado internacional, a injeção de divisas no mercado angolano ultrapassava normalmente os 2.000 milhões de dólares por mês.

Persiste no país a forte redução da disponibilidade de moeda estrangeira no país, sendo o montante vendido aos bancos limitado às necessidades mais urgentes do sistema bancário e que obrigam a autorização do banco central.

A falta de divisas, em função da procura, continua a dificultar, por exemplo, as necessidades dos cidadãos que precisam de fazer transferências para o pagamento de serviços médicos ou de educação no exterior do país ou que viajam para o estrangeiro.




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