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24 de September de 2017
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O Portal Bancos de Angola

É um espaço informativo de divulgação e educação voltado ao sector bancário angolano, suas ofertas, promoções, entrevistas, matérias, cotações, etc. Não devendo ser interpretado como substituto das entidades reguladoras do sector financeiro.

Bancos angolanos precisam de ‘compliance’ a sério

De acordo com Ernest Honya, Presidente da Associação de Profissionais Certificados de Compliance, são cerca de 38% dos bancos que correm um sério risco de corte de laços com as instituições internacionais. De acordo com o Presidente, os bancos nacionais precisam mesmo de levar o compliance com seriedade, facto esse que envolve técnicos de uma profissão que se caracteriza como nova no país, de forma a inverter-se o afastamento actual nas relações que têm com as instituições financeiras internacionais.

Estas afirmações foram feitas num seminário promovido pelo Banco Nacional de Angola acerca de Compliance em África, o qual foi liderado por Valter Filipe Duarte Silva, estando este no âmbito do programa de formação de quadros, estando este, em particular, apontado para o combate ao branqueamento de capitais e financiamentos ilícitos.

38% dos Bancos correm risco de ver corte com instituições internacionais

Ernest Honya afirmou, em declarações à imprensa, que de acordo com dados de 2015, existe um nível alto de risco de corte de laçoes com as instituições internacionais, sendo que 38% dos bancos nacionais se enquadram neste cenário.

A verdade é que o mundo não confia no sistema financeiro angolano, o que causa uma preocupação séria ao Governo, e o Presidente Ernest Honya afirmou que é urgente mudar essa imagem, e para tal é necessário que levemos a sério o compliance, implementando as regulações nos bancos, todos e sem excepção, de forma a que estes tenham confiança.

Como a profissão do compliance ainda é muito recente no país, ainda existe um número baixo de membros que estejam certificados, e esse é um dos grandes problemas que o país enfrenta.

É necessário que se treinem bons profissionais, com conhecimentos sólidos, de forma a que possam fazer o trabalho de acordo com o esperado.

O sistema de compliance no nosso continente ainda não se encontra ao mesmo nível que o global, estando atrasados quando comparados com o resto do mundo. Este é um trabalho não só do governo, mas também dos reguladores, das instituições, e até dos clientes.

A Associação de Profissionais Certificados de Compliance, presidida por Ernest Honya, é uma das organizações maiores e mais influentes no que toca ao anti-branqueamento de capitais, assim como ao combate do terrorismo no continente africano.

Esta associação foi fundada no início de 2015, e já se tornou a principal organização de África no que concerne a questões relativas ao cumprimento das normas de prevenção ao terrorismo e ao branqueamento de capitais, contando hoje com mais de 2 mil membros.




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