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Banco regulador reforça parcerias

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fonte: OPAIS

O Banco Nacional de Angola (BNA) prevê estreitar as relações bilaterais com organizações financeiras internacionais, como a Reserva Federal (FED), o banco central dos Estados Unidos, o Banco Central Europeu (BCE) e o Banco de Inglaterra, à margem das reuniões anuais conjuntas do Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial (BM),

que decorrem, desde ontem, em Washington, nos Estados Unidos. A delegação angolana é encabeçada pelo ministro do Planeamento e Desenvolvimento Territorial, Job Graça.O encontro internacional é uma oportunidade que tanto o Banco Mundial como o Fundo Monetário Internacional têm para reunir o Conselho dos Governadores, os ministros das Finanças e do Planeamento de todos os países, para fazer o acompanhamento dos trabalhos e questões fundamentais de negócios, essencialmente voltadas para o desenvolvimento do combate à pobreza e à garantia da estabilidade financeira internacional.
A representante residente do Banco Mundial em Angola, Clara de Sousa, comentou ontem à Rádio Nacional de Angola (RNA) que a presença de Angola na capital política  norte-americana vai mostrar programas bem definidos, sobretudo, nos sectores da educação, saúde e agricultura.
Uma delegação do Fundo Monetário Internacional (FMI) regressa a Angola na segunda quinzena deste mês, no âmbito das consultas regulares da instituição e depois de o Governo ter desistido do pedido de assistência que apresentou em Abril.

Consultas regressam

As reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial decorrem desde ontem até domingo. De 18 a 31 de Outubro decorrem em Luanda as habituais reuniões com a missão do Fundo, ao abrigo do artigo IV (acompanhamento regular) da instituição. Após estas consultas, o FMI emite normalmente recomendações sobre a gestão financeira e económica do país.
O Ministério das Finanças  confirmou a 11 de Julho que o Governo tinha descartado o apoio financeiro do FMI, no âmbito do pedido de assistência solicitado oficialmente em Abril. “À luz do recente desempenho económico e do acesso a financiamento suficiente, Angola não vai pedir financiamento ao FMI. Angola vai continuar o seu programa de assistência técnica com o FMI”, esclareceu na ocasião o Ministério das Finanças, acrescentando que as conversações com os representantes daquele organismo continuariam apenas em Outubro.O Ministério das Finanças explicou na altura que o pedido de assistência (Extended Fund Facility – EFF) ao FMI tinha sido feito numa altura em que a cotação do barril de crude acabava de atingir “níveis muito baixos”, chegando mesmo aos 28 dólares em Janeiro, quando actualmente ronda os 50 dólares.
“As recentes alterações no mercado internacional do petróleo trouxeram perspectivas mais optimistas para a cotação do petróleo, tendo em conta a recente recuperação. Este cenário garante ao Governo um maior equilíbrio fiscal”, indicava o comunicado do Ministério das Finanças.Contudo, acrescenta, o Governo angolano “continua ­fortemente comprometido” com a implementação de uma reforma estrutural no país. O apoio financeiro do FMI poderia chegar aos 4,5 mil milhões de dólares em três anos. Durante a permanência da delegação angolana em Washington, estão previstas participações no Fórum Combinado MEFMI (Instituto de Gestão Macroeconómica e Financeira da África Austral e do Leste), presidido pelo governador do Banco Nacional de Angola (BNA), Valter Filipe da Silva, que também integra a delegação.Para a reunião de Washington foi agendado um encontro da Constituência Africana Número Um e a sessão plenária do Comité Monetário e Financeiro Internacional do FMI. À margem das reuniões anuais que encerram a 9 do mês em curso, estão programados encontros de trabalho com instituições reguladoras, fundos de investimento e presidentes das comissões executivas dos bancos comerciais europeus correspondentes. Entre os temas para debate nos encontros estão “O estado da região africana”, “A gestão da dívida numa economia global volátil” e a “Catalisação de investimentos para o desenvolvimento”.

Perspectivas económicas

As perspectivas económicas mundiais, a eficácia da assistência financeira, o desenvolvimento económico e a erradicação da pobreza são algumas das matérias que foram analisadas, no domingo e na segunda-feira, durante o vigésimo sexto Encontro  entre os Bancos Centrais dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que decorreu em Lisboa.
Os desafios dos reguladores face à conjuntura macroeconómica mundial e a avaliação e as perspectivas de cooperação bilateral entre os bancos centrais foram matérias desenvolvidas nesse encontro que serviu de antecâmara para o encontro anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial (BM).




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