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Banco público acumula perdas há dez anos (BDA)

Quatrocentos milhões de dólares são o total de perdas confirmadas,  pelo presidente do Conselho de Administração do Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), acumuladas ao longo dos seus dez anos de existência.

Em  declarações à  Angop, à margem da primeira conferência sobre exportações de Angola, promovida em Luanda pela APIEX (Agência para a Promoção de Investimento e Exportações de Angola), Manuel Neto da Costa admitiu o risco de ser perdido todo o  financiamento feito até ao momento, se não forem tomadas  medidas urgentes, tendentes a recuperar o dinheiro cedido como empréstimo.
“Já perdemos quatrocentos milhões de dólares e estamos a fazer esforços para recuperar o máximo possível do valor, mas, com certeza, haverá perdas”,  reconheceu o gestor principal do BDA, acrescentando  “vamos minimizar essas perdas, garantir o retorno  e evitar que o banco continue a operar sob o risco de falência.”
Uma das medidas que o Banco de Desenvolvimento de Angola se propõe implementar é a reestruturação de projectos  que se mostrem viáveis.  Os projectos que passarem para a categoria de inviáveis tornam-se alvo de novos estudos, para que o banco possa recuperar o máximo de activos envolvidos. O Banco de Desenvolvimento de Angola já financiou perto de 150 mil milhões de kwanzas, envolvendo 800 projectos virados para os sectores da agricultura, indústria transformadora, pecuária e logística.
“Oitenta ou 70 por cento destes projectos não deviam merecer empréstimo, porque alguns são mal estruturados e outros não apresentam garantias para que tivessem sucesso”, disse Manuel Neto da Costa, confirmando:,“é o que aconteceu, porque o Banco de Desenvolvimento de Angola acumulou perdas considerais.” Ainda que sem garantir o total do fundo existente actualmente, Manuel Neto da Costa disse que o banco tem reservas garantidas desde o passado, que estão a ser geridas de forma a que não fiquem comprometidas as necessidades de financiamento.
Mesmo com os transtornos registados, constam da lista de prioridades do  banco projectos dos sectores da agricultura, indústria transformadora, pecuária e logística. “Na verdade, todos os sectores são prioritários, mas, é preciso ter a cadeia de valores”, assegurou o administrador principal do BDA, acrescentando que os projectos com maior número de financiamento registado foram os da indústria, seguindo-se os da  agricultura.




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