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24 de September de 2017
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O Portal Bancos de Angola

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Banco Nacional de Angola garante casas de câmbio e remessas, embora com corte nas divisas

O BNA, Banco Nacional de Angola, semanalmente vende divisas à banca comercial, mas na última semana esta venda de divisas caiu em cerca de 62%, tendo em conta a semana anterior, para um total de 143,7 milhões de euros. No entanto, e apesar deste corte nas divisas, o BNA garantiu as necessidades das empresas de remessas e das casas de câmbio.

Divisas disponibilizadas pelo BNA ainda são exclusivamente em Euros

Durante a última semana, o Banco Nacional de Angola disponibilizou divisas, em euros unicamente, em vendas directas num valor de 160.56 milhões de dólares, valor esse que chegou para cobrir as necessidades do sector produtivos (aproximadamente 54 milhões de euros), operações com cartas de crédito (aproximadamente 12 milhões de euros), sendo estas para atender às necessidades nacionais com bens alimentares e sector produtivo.

O BNA ainda disponibilizou divisas para cobrir operações dos sectores da saúde, em cerca de 9 milhões de euros, e operações dos ministérios, e outros organismos do Estado, em cerca de 12 milhões de euros.

Depois do Banco Nacional de Angola ter passado um tempo sem disponibilizar divisas para as operações das Casas de Câmbio, esta semana disponibilizou cerca de 4.5 milhões de euros para o efeito, mais 4.5 milhões de euros para as empresas de envio de remessas para o exterior.

O BNA ainda disponibilizou quase 9 milhões de euros em divisas para cobrir as operações de cartões de crédito usados no estrangeiro.

Actualmente, a taxa de câmbio média de referência no mercado cambial primário é de 166.742 kwanzas / dólar, e 186.296 kwanzas / euro. Estas taxas de câmbio têm-se mantido praticamente inalteradas há já mais de um ano.

No mercado de rua, o dólar está a ser vendido a aproximadamente 390 kwanzas, que embora seja uma prática ilegal, ainda é a única forma de se aceder a esta moeda.

Desde 2014 que o nosso país tem enfrentado sérias dificuldades, advindas da crise decorrente da quebra de cotação do barril de crude, e como tal, a entrada de divisas no país diminui bastante, agravado com a quebra dos acordos com os bancos estrangeiros e os nossos bancos correspondentes, que negaram a entrada do dólar no país.

O Estado tem feito os possíveis para retomarem o acordo, mas para já a entrada do dólar no país ainda não foi concretizada, restando somente o euro, de forma a garantir as necessidades básicas, como bens alimentares e medicamentos, comprados ao exterior.




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