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Banco de Fomento Angola (BFA) lidera número de casos de transacções suspeitas

O Banco de Fomento Angola (BFA) é a entidade bancária que mais casos de transacções suspeitas apresenta, de acordo com os dados reunidos em Janeiro deste ano. Ainda não se conhecem detalhes acerca da avaliação deste ano corrente.

Relatórios da UIF não permitem descobrir em detalhe origem das operações suspeitas

Todos os anos a UIF entrega relatórios com o intuito de apurar transacções suspeitas. No entanto, nos relatórios apresentados pela entidade anualmente, não é possível apurar a origem detalhada das operações e das movimentações suspeitas.

Francisco Brito, no entanto, a Janeiro deste ano, descortinou que o Banco de Fomento Angola – BFA – era o banco que mais tinha casos de transacções consideradas suspeitas.

No ano de 2015 21 bancos reportaram quase 541 mil declarações de transacções em numerário à UIF, mas estes não revelaram quais os casos que se enquadram em operações suspeitas, nem tampouco a origem das transacções ou o seu valor.

Comité de supervisão da UIF

Fazem parte do comité de supervisão da UIF os ministros:

  • Interior (coordenação)
  • Relações Externas
  • Finanças
  • Justiça
  • Governador do BNA

Apesar da obrigatoriedade da conclusão de relatórios anuais, há quase dois anos que a Unidade de Informação Financeira, UIF, não tem lançado publicamente os dados estatísticos.

É função do director da UIF elaborar o relatório, e depois sujeitá-lo à apreciação do comité de supervisão, com data de entrega máxima de 31 de Janeiro.

O comité tem um prazo de 15 dias para apreciar o relatório da UIF, que depois impõe o decreto, o qual é assinados pelo Presidente, e sempre publicado em Diário da República.

Lembre que a Unidade de Informação Financeira é um organismo estatal, o qual é tutelado pelo Presidente da República. Este tem o intuito máximo de prevenir, e combater, a lavagem de dinheiro, que se enquadra nos crimes de branqueamento de capitais, com incidência também no financiamento de terrorismo.

No portal ainda só estão públicos os relatórios até 2015. Só sabemos que o BFA lidera no número de casos de operações consideradas suspeitas.

De notar também que a lei obriga a que nesses relatórios devem estar inscritas as prioridades do organismo, assim como os resultados obtidos durante o ano sujeito a análise. Estão também inclusos dados estatísticos diversos, como casos disseminados para investigação, casos em procedimento criminal, número de comunicações recebidas, ou o fluxo de informação com Unidades de Informação Financeira Internacionais.

A poucos meses de terminar 2017, ainda não se tem conhecimento dos dados do ano passado, e muito menos um balanço de como foi o primeiro semestre deste ano.




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