Search
24 de September de 2017
  • :
  • :

O Portal Bancos de Angola

É um espaço informativo de divulgação e educação voltado ao sector bancário angolano, suas ofertas, promoções, entrevistas, matérias, cotações, etc. Não devendo ser interpretado como substituto das entidades reguladoras do sector financeiro.

Banco da China em Angola gera expectativa

 fonte: angonoticias
O semanário português Expresso do passado fim-de-semana escreveu que a abertura da sucursal do banco chinês é vista como uma solução facilitadora para o problema da falta de divisas, estando por isso a ser aguardada com expectativa.
A carência de divisas em Angola, relacionada com a quebra das receitas petrolíferas, surge numa altura em que as autoridades chinesas mostram-se empenhadas em difundir o uso do renminbi como meio de pagamentos em África.
Neste processo, Macau pretende, com o apoio do governo central da China, transformar-se numa plataforma bancária de compensação de renminbi, entre a China e os países de língua portuguesa, segundo afirmou em Janeiro Yao Jian, subdirector do Gabinete de Ligação do governo central em Macau.
A falta de divisas é actualmente um dos principais constrangimentos ao crescimento económico em Angola, limitando a liquidez dos bancos locais, dificultando os pagamentos das empresas a penalizando o comércio externo.
O governador do Banco Nacional de Angola (BNA), Válter Filipe, reconheceu em Maio que a banca do país está a ser colocada “à margem” do sistema financeiro mundial, numa aparente alusão à falta de acesso dos bancos angolanos ao circuito internacional de divisas, situação que “é grave para a prosperidade das nossas famílias.”
A China e Angola assinaram em Agosto de 2015 um acordo oficial que permite a reciprocidade na utilização das moedas de ambos os países, o que foi interpretado pela Economist Intelligence Unit como um resultado da “esperança” angolana de que o maior uso do renminbi diminua a necessidade de dólares.
Para o banco português BPI, este acordo permite “colmatar a falta de dólares”, necessários para pagar as importações, mas o efeito em termos cambiais deverá ser tendencialmente nulo.
A África do Sul, maior economia africana e principal parceiro comercial da China em África, foi o mais recente país a abraçar o renminbi, por ocasião da visita do ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, durante a qual os dois países lançaram uma primeira plataforma cambial entre as duas moedas.
Antes, já o Gana, Nigéria, Maurícias e Zimbabué passaram a aceitar o renminbi em pagamentos e reservas e o banco central nigeriano já tem 10% das suas reservas estrangeiras em moeda chinesa.
Em declarações recentes ao sítio ChinaAfrica (http://chinafrica.info/), o economista chinês Qu Hongbin afirmou que “o aumento dos investimentos chineses no estrangeiro – sobretudo em África – é um factor essencial para a internacionalização do yuan.”
Um estudo recente do banco HSBC prevê que, até 2020, o renminbi seja utilizado em metade das trocas realizadas pela China no estrangeiro, quando actualmente rondam 20%.
O FMI, que já tinha decidido incluir o renminbi no seu cabaz de reservas, anunciou recentemente que os países membros da instituição poderão, a partir de Outubro, registar como reservas oficiais activos externos denominados em a moeda chinesa que estejam disponíveis para responder a necessidades financeiras da balança de pagamentos.




Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Website Protected by Spam Master


error: Conteúdo Protegido !!