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24 de September de 2017
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O Portal Bancos de Angola

É um espaço informativo de divulgação e educação voltado ao sector bancário angolano, suas ofertas, promoções, entrevistas, matérias, cotações, etc. Não devendo ser interpretado como substituto das entidades reguladoras do sector financeiro.

Banco da China é agora o primeiro banco asiático no país

Segunda-feira, dia 5 de Junho, abre o primeiro banco asiático em Angola, o Banco da China – BOC – o qual prevê transacções em moeda exterior, prevista para o terceiro trimestre de 2017. Depois da inauguração formal, está prevista para dia 6 de Junho a abertura operacional.

Banco da China situado em Talatona – Luanda

A sede da sucursal angolana do Banco da China estará localizada em Talatona, arredores de Luanda. A instituição prevê prolongar o período de captação de clientes corporativos até fins do mês de Julho.

O banco irá arrancar com operações em moeda nacional a partir de Agosto, tais como transacções a crédito e débito, assim como concessão de empréstimos. Só a partir de Outubro é que se seguirá com as transacções sobre o exterior, tanto em euros, como em dólares.

Note-se que o Banco da China é uma das instituições financeiras mais importantes do mundo.

A autorização do Governo para abertura de uma sucursal do Banco asiático consta num decreto que foi assinado por José Eduardo dos Santos, o Presidente, no dia 13 de Maio de 2016. Na altura adiantou que a instituição que é detida pelo Estado chinês iria operar com a designação de Banco da China.

Esta abertura do Banco da China em Angola dá-se numa altura em que ainda são fortes os constrangimentos no país, muito por causa da crise advinda da cotação de petróleo, principalmente no que toca ao acesso a divisas, o que coloca em causa muitas transferências para o estrangeiro, ou até importação de várias matérias-primas, como alimentação e medicamentos.

Valter Filipe, governador do Banco Nacional de Angola, já havia reconhecido que a banca nacional estava a ser posta à margem do sistema financeiro mundial, como se tratasse de uma alusão à falta dos acessos dos bancos nacionais ao circuito internacional de divisas, por causa das dúvidas levantadas pelos reguladores internacionais acerca da credibilidade das instituições de Angola.

Para o governador do BNA, torna-se necessário que a banca angolana mantenha a ética e a moral, sempre colocada ao serviço de um bem comum.

O Banco da China foi criado em 1912, e até 1949 funcionou como banco central chinês. Depois de ter sofrido várias transformações, e embora ainda se encontrasse nas mãos do Estado (já como banco comercial), o Banco da China tem trabalhado no apoio às empresas, assim como às comunidades chinesas que se encontram fora do país, mas com especial destaque para as economias que se mostram emergentes.

Em Angola, estima-se que a comunidade chinesa esteja acima das 200 mil pessoas, contando já com centenas de empresas. Em 2015, o Governo chinês tinha já aprovado uma nova linha de crédito ao Estado angolano de 5.2 mil milhões de euros, destinados a obras que fossem executadas pelas empresas chinesas.

Ambos os bancos centrais, de Angola e da China, estão a acertar também alguns termos para um acordo, de forma a permitir o uso de ambas as moedas nacionais para se fazerem as trocas comerciais entre os países. Este acordo tem como principal objectivo não estarem dependentes do dólar ou do euro para se fazerem trocas comerciais.




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