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Banco Central anuncia subida da taxa de juros

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Fonte: JA

O Comité de Política Monetária (CPM) do Banco Nacional de Angola (BNA) subiu os juros, com a taxa básica a elevar-se em dois pontos percentuais, de 14 para 16 por cento, indica um comunicado da instituição publicado sexta-feira.

O BNA também decidiu aumentar a taxa de juro da facilidade permanente de cedência de liquidez – à qual empresta aos bancos comerciais – em 4,00 pontos percentuais, de 16 para 20 por cento e a de absorção de liquidez – para tomar dinheiro aos bancos – a sete dias em 5,00 pontos percentuais, de 2,25 para 7,25 por cento ao ano.
O documento declara que o aumento das taxas de juro directoras do banco central tem como objectivo “sinalizar a economia relativamente à remuneração de activos e passivos, com realce para o incentivo à poupança”.
De notar que a taxa de juro básica era de 8,75 em Julho de 2014, quando iniciou um ciclo de subidas, com três aumentos só em 2016. A decisão do BNA foi tomada com base nos indicadores macroeconómicos de Maio, quando a inflação mensal, medida pelo Índice de Preços no Consumidor de Luanda, foi de 3,46 por cento e a de 12 meses se situou em 29,23 por cento, mais 2,81 pontos percentuais que a anualizada de Abril.   Naquele mês, as classes “alimentação e bebidas não alcoólicas”, “bens e serviços diversos” e “transportes” foram as que mais contribuíram para a inflação registada, enquanto as de “bebidas alcoólicas e tabaco”, “alimentação e bebidas não alcoólicas” e “bens e serviços diversos” foram as que mais variaram. O Huambo registou a taxa de inflação mensal mais baixa, 2,55 por cento e Cabinda registou a mais alta, de 3,75 por cento, afirma o comunicado. No mesmo período, a LUIBOR Overnight passou de 14 para 13,92 por cento ao ano e, nas maturidades de três e 12 meses, as taxas situaram-se em 15,42 e 18,16 por cento ao ano.  O documento cita dados preliminares que indicam que, no mês de Maio, o crédito à economia diminuiu 0,39 por cento. O crédito bruto ao Governo cresceu 4,05 por cento, enquanto os depósitos do Governo junto do sistema bancário contraíram em 5,87 por cento.
Os bancos comerciais adquiriram 787,55 milhões de dólares em divisas no mercado cambial, dos quais 611,61 milhões ao BNA e o remanescente aos seus clientes o que, comparativamente ao mês anterior, representou uma redução de 5,91 por cento.
No mercado cambial primário, no mês de Maio, a taxa de câmbio do kwanza face ao dólar manteve-se em 165,88.O comité reconheceu a escassez de divisas e pediu o “uso racional” dos recursos cambiais colocados à disposição dos agentes económicos e que os bancos encontrem “soluções inovadoras e atractivas” que contribuam para o fomento da poupança dos agentes económicos em geral e das famílias em particular.
O CPM declarou “preocupação” com a evolução da economia nacional, cujos traços se definem por uma inflação mensal “persistente”, redução das receitas de exportação e a menor disponibilidade de divisas na economia.
Em função desta situação, conclui o comunicado, várias medidas de política fiscal e monetária têm sido tomadas, visando reverter a tendência inflacionista. Mas o consumo está ainda muito dependente das importações e, consequentemente, da disponibilização de divisas para os empresários.




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