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24 de September de 2017
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O Portal Bancos de Angola

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Angola entre as economias mais afetadas pelo abrandamento da China.

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Fonte: africamonitor

Um mal nunca vem só, diz a sabedoria popular. A situação da economia de Angola é bem a demonstração disso: além da prolongada depressão dos preços do petróleo, que levou a uma forte quebra de receitas, Angola surge agora como um dos 3 países mais expostos à crise na economia chinesa. O banco central angolano voltou a reunir emergência.

Mais de metade das exportações de Angola têm como destino a China. É também o caso de República do Congo e Mauritânia, segundo o FMI. Além de preços mais baixos do barril de petróleo, caso os problemas económicos chineses se arrastem, a procura de petróleo e outras matérias­primas pode ser seriamente afetada.

Christie Viljoen, economista da NKC African Economics, afirma que “para países como Angola, que basicamente têm uma matéria­prima (de exportação), há um enorme impacto quando os preços caem e menos petróleo é exportado para a China”. “Quando as coisas estão bem, estão muito bem, quando estão mal, estão realmente mal”, afirmou a analista à Bloomberg.

Historicamente, Estados Unidos e França eram os maiores importadores de petróleo angolano. Na última década, a China tornou­se de longe o maior comprador e mesmo o principal parceiro comercial angolano. O abrandamento agora registado resulta numa desvalorização da moeda e, em consequência, aumento da fatura das importações. Isto gera pressão sobre a moeda e sobre as reservas de moeda estrangeira.

Desde junho, Angola já desvalorizou o kwanza por duas vezes, e a previsão é de que novas desvalorizações sejam aplicadas. O valor da moeda angolana já recuou cerca de um terço este ano. Só esta semana, a desvalorização foi de 6 por cento. 

O banco central angolano voltou a reunir de emergência. As medidas hoje anunciadas no final da reunião têm como objetivo conter a “evaporação” das reservas de moeda estrangeira e traduzem­se em medidas mais restritivas para os bancos acederem a divisas.

Segundo alguns analistas, está a chegar o fim a capacidade do banco central apoiar a moeda angolana no mercado, o que poderia levar a um espiral de subida de preços, com o aumento da inflação.

 




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