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Angola emite 60 milhões em dívida para recapitalizar Banco de Comércio e Indústria.

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Fonte: Jornal de negócios.

O banco controlado pelo Estado angolano vai ser financiado através de títulos do Tesouro vendidos a investidores. Nos últimos dois anos, o BCI teve a pior performance entre cerca de 20 bancos angolanos.

 

O Estado angolano vai emitir quase 60 milhões de euros em dívida para recapitalizar o Banco de Comércio e Indústria (BCI), de capital estatal, segundo uma autorização presidencial a que a Lusa teve hoje acesso.

De acordo com um decreto de 15 de Janeiro, assinado pelo Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, a emissão será de Obrigações de Tesouro em Moeda Nacional, pelo valor de 10 mil milhões de kwanzas (59,2 milhões de euros), com prazo de reembolso de 24 anos e taxa de juro de cinco por cento ao ano.

O BCI é controlado pelo Estado angolano, directamente com uma percentagem do capital social de 91% e indirectamente com a restante fatia distribuída por empresas públicas, como a Sonangol, a Endiama, TAAG, Angola Telecom ou Porto de Luanda, entre outros.

A operação, a realizar pelo Ministério das Finanças, é justificada no mesmo decreto com a necessidade de realização de um “aumento de capital”, desta maneira “potencializando os rácios prudenciais do banco e possibilitando assim a expansão das suas actividades creditícias”.

A Lusa noticiou a 18 de Janeiro uma operação idêntica de recapitalização do estatal Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), com a emissão de Obrigações do Tesouro no valor de 27,4 mil milhões de kwanzas (163 milhões de euros).

De acordo com o estudo anual “Banca em análise”, da consultora Deloitte, o BCI apresentou resultados líquidos negativos em 5,2 mil milhões de kwanzas (30 milhões de euros) em 2014 e de 2,9 mil milhões de kwanzas (17 milhões de euros) em 2013, em ambos os casos o pior registo em cerca de vinte bancos.

O banco fechou o ano de 2014, segundo o mesmo relatório, com uma carteira de crédito a rondar os 50 mil milhões de kwanzas (mais de 295 milhões de euros), equivalente a 1,6% do total de crédito bancário em Angola.




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