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Angola conta trabalhar com bancos correspondentes novamente este ano

Angola conta voltar a trabalhar com os bancos correspondentes ainda este ano, notícia que agrada ao país. Isto porque espera-se levantar a suspensão dos acordos feitos com os bancos estrangeiros para os correspondentes bancários para que estes possam voltar a comprar dólares. 

Archer Mangueira luta para que suspensão seja levantada

Archer Mangueira, que se encontra em Washington, afirma que se está a trabalhar arduamente para que a suspensão seja levantada, e afirma ainda que já começamos a ter um bom ambiente, embora ainda reitere que este processo passa principalmente por fortalecer as instituições nacionais.

Para isso, o ministério tem estado a impôr várias regras às instituições financeiras bancárias e não bancárias, para que o país se encontre alinhado com as regras internacionais de boa governação.

A crise petrolífera de 2014 levou a uma séria austeridade no nosso país, e esta conjuntura provocou uma quebra na entrada de divisas em Angola, além de grandes limitações ao acesso a moeda estrangeira nos balcões dos bancos, o que dificultou bastante as importações.

Para agravar a situação, os bancos estrangeiros suspenderam os acordos com os correspondentes bancários para que estes comprassem dólares, em 2016, e desde então que a banca angolana se encontra restringida ao Banco Nacional de Angola para obtenção de divisas estrangeiras, mas apenas euros.

O ministro ainda afirmou que tem sido feito um apelo às instituições e bancos para que não se opte por uma política de exclusão para os países em que as instituições ainda se encontram frágeis.

Archer Mangueira tem feito um excelente trabalho no sentido de procurar instituições que ajudem os bancos angolanos a adaptarem-se e evoluírem, tendo conseguido mesmo um banco de primeira linha para ajudar todas as instituições angolanas a ultrapassarem as suas próprias fragilidades.

Ainda teve tempo de confirmar que o BNA está a preparar a eleição de cinco, ou seis, bancos comerciais para ficar com 80% das divisas que o banco central disponibilizará no mercado primário.

O ministro explicou ainda que actualmente as grandes operações comerciais se encontram concentradas em apenas sete bancos, não mais, e por diversas razões. De facto, os clientes dos bancos fazem as operações nos bancos que eles mesmos escolhem, e porque eles cumprem os requisitos impostos pelos mesmos.

O que neste momento o ministério tem feito é um ajustamento na afectação das divisas aos bancos, onde estão concentradas as maiores operações comerciais.

O ministro garantiu também que este novo quadro tem como prioridade priveligiar a transparência, além de uma menor descricionariedade no que toca à distribuição de divisas.




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