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Angola: Banco Sol Financia economia nacional com USD 917 milhões

Luanda – Novecentos e dezessete milhões de dólares norte-americanos é o montante em crédito acumulado concedido pelo Banco Sol à economia nacional, destinado fundamentalmente a projectos de investimentos, informou o Presidente do Conselho de Administração, Coutinho Nobre Miguel.

 

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fonte:Angop

Numa entrevista concedida à Angop, o gestor do Banco Sol, instituição constituída com uma matriz assente no micro-crédito, mas que por força do seu rápido crescimento tornou-se num banco universal, declarou que essa carteira de crédito suporta diversos produtos financeiros.

Programas como o “Angola Investe, Micro-crédito, Crédito Agrícola de Campanha e Crédito ao Investimento são alguns dos produtos para os quais foram afectados os créditos do Banco Sol.

Em relação ao Angola Investe, um programa público que envolve cerca de 17 bancos e conta com a garantia do Estado angolano, aferiu que o Banco Sol assumiu uma fasquia em Kwanza equivalente a 100 milhões de dólares norte-americanos.

Deste valor, disse, o banco já aprovou, desde a entrada em vigor do Angola Investe em 2013, um total de 32 processos de clientes, num valor total de cerca de 44 milhões e 700 mil e 600 kwanzas e 20 processos cujos créditos já foram desembolsados na conta dos clientes.
Coutinho Miguel destacou, por outro lado, a contribuição da banca angolana no apoio à economia nacional, principalmente em relação ao Angola Investe, dizendo que “o montante total de financiamento que o Banco Sol já concedeu, juntado aos processos de outros bancos que intervêm no Angola Investe, revela que o sector bancário está seriamente comprometido com a racionalidade do programa.

Aproveitou a ocasião para consciencializar a classe empresarial sobre a necessidade do crédito responsável.

Com efeito, fez saber que o crédito antes de ser disponibilizado tem de ser analisado com rigor e prudência a natureza do projecto, isto é, a sustentabilidade, viabilidade e o perfil do gestor – aquele que tem a iniciativa.

Referiu que o seu banco não regista casos de empresários ou empreendedores que dão destino diferente ao crédito solicitado, mas reconheceu ser muito comum existir situações do género.

Para se evitar eventuais constrangimentos, apontou a monitorização e o conhecimento real do perfil do gestor como sendo fundamental.

Questionado sobre os projectos de investimento bem sucedidos financiados pelo Banco Sol, o gestor disse existirem vários, mas escusou-se em precisar por força do sigilo bancário.

Entretanto, indicou a existência de projectos em curso na província de Luanda, Bengo e Benguela.

Em relação ao micro crédito, disse ser um instrumento útil e valioso, de redução significativa da pobreza, combate à fome e desemprego. “É a matriz fundadora do Banco Sol “.

Referiu que a instituição que dirige está atenta aos problemas sociais e económicos e, por isso, tem contribuído na transformação da vida real das famílias angolanas, através do micro-crédito também.

O Banco Sol iniciou a sua actividade a 4 de Outubro de 2001 com o objecto social, para além de contemplar o exercício de operações bancárias clássicas e a retalho, prever também o exercício da actividade de micro-finanças. Este foi o motivo impulsionador para a constituição do Banco.




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