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Angola aumenta em 20% injeção semanal de dólares nos bancos

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Fonte: Lusa/SOL

 

A injeção de divisas nos bancos comerciais angolanos aumentou quase 20% na última semana, para 209 milhões de dólares, sobretudo para garantir necessidades de apoio familiar e de saúde no estrangeiro, informou o banco central angolano.

 

A informação consta do relatório semanal do Banco Nacional de Angola (BNA) sobre a evolução dos mercados monetário e cambial, ao qual a Lusa teve hoje acesso, relativamente à venda de divisas entre 09 e 13 novembro, realizada a uma taxa interbancária média de 135,983 kwanzas (94 cêntimos de euro), inalterada há um mês.

Neste período, o BNA vendeu 209,1 milhões de dólares (195 milhões de euros) de divisas, valor que compara com os 175,5 milhões de dólares (163,5 milhões de euros) injetados na semana anterior, um aumento de 20%, limitado às necessidades mais urgentes do sistema bancário e que obrigam a autorização do banco central.

“Este volume de divisas destinou-se fundamentalmente à cobertura de operações de natureza prioritária”, refere o BNA, na mesma informação.

Angola enfrenta uma crise financeira e económica, face à redução de receitas fiscais com o petróleo, e por consequência cambial, devido à redução da entrada de divisas no país, necessárias para garantir as importações de máquinas, matéria-prima e alimentos.

Do total de divisas vendidas à banca, 48,8 milhões de dólares (45,6 milhões de euros) direcionadas em particular à ajuda familiar, saúde e viagens, e 24 milhões de dólares (22,5 milhões de euros) para cobertura de operações das seguradoras, além de 22,5 milhões de dólares (21 milhões de euros) para operações de viagens e remessas de dinheiro ao exterior do país.

Atualmente, e tal como nos últimos meses, mantêm-se as dificuldades no acesso a moeda estrangeira nos bancos, com o mercado paralelo, de rua, a apresentar taxas de câmbio a rondar os 200 kwanzas por cada dólar – em queda face a semanas anteriores -, para compra de moeda estrangeira.

A falta de divisas, em função da procura, continua a dificultar, por exemplo, as necessidades dos cidadãos que precisam de fazer transferências para o pagamento de serviços médicos ou de educação no exterior do país ou que viajam para o estrangeiro.




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